Sábado, 10 de Abril, 2010


Californication

E também um trailer sugestivo.

Em especial para perceber afinidades com as políticas indígenas. Mas também para entender que há medidas – como as remunerações variáveis e ligadas ao desempenho dos alunos – só são possíveis em sistemas com uma  cultura de avaliação devidamente estruturada, com exames generalizados e não apenas nos finais de ciclo.

Mas muito há por aqui a merecer análise e diversos assuntos que procurarei abordar nos próximos tempos.

Anotar que estas são medidas do governo federal que, em termos teóricos, é dos mais à esquerda de sempre nos EUA. Ou não…

Professores nos EUA são cada vez mais pressionados. E não gostam

A crise já levou ao aumento do número de alunos por turma, nuns casos, e à redução do leque de disciplinas, noutros. Isto num contexto em que Obama quer mais exigência, mais avaliação e até o fecho das escolas com piores resultados. Os professores não querem ser “o bode expiatório” do sistema.

Apesar de se ter sabido hoje que na União Europeia a FP portuguesa foi a 3ª a perder mais poder de compra há quem opte sempre pelas propostas populistas de efeito fácil.

Relembremos que, no tempo do cherne de tanga, foi Frasquilho a defender o choque fiscal à irlandesa. Pois, sabemos o estado em que a Irlanda está

Miguel Frasquilho defende baixa de salários da função pública

Miguel Frasquilho, deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, defendeu a baixa de salários na função pública, ao intervir esta tarde no congresso do partido que amanhã termina em Carcavelos.

Esta maneira populista de apresentar as coisas é exactamente o inverso de quem queira reformar efectivamente a Função Pública. Racionalizar os serviços não passa por proletarizar a função, mas Frasquilho não entende que a vida real nem sempre se molda às leituras de cabeceira.

  • 11 de Novembro de 2008

Ministério propõe que avaliação de professores só conte dentro de quatro anos

(…)
João Dias da Silva, da FNE, já considerou que esta proposta é uma «cortina de fumo e uma encenação», uma vez que o actual modelo de avaliação e as suas regras não pode ser aplicável em concursos de professores «nem daqui a oito anos».

A Fenprof também já desvalorizou esta proposta e lembrou que não só os docentes não aceitam que esta avaliação seja incluída nos concursos como que os concursos sejam feitos de quatro em quatro anos.

«Isso significa que durante quatro anos haja inúmeros lugares de quadro que vão sendo disponibilizados e portanto as necessidades efectivas do sistema vão sendo preenchidas por professores contratados quando deviam ser preenchidas com professores dos quadros», explicou Mário Nogueira.

Na gravação com o título «Mário Nogueira diz que professores não aceitam que avaliação conte para concurso» ouve-se que «os sindicatos e os professores rejeitam liminarmente que a avaliação do desempenho tenha qualquer tipo de implicação nos concursos».

  • 9 de Abril de 2010

Fenprof satisfeita com resposta do Governo sobre avaliação

Mário Nogueira diz que todas as preocupações foram respondidas positivamente

Isto no mesmo dia em que é publicado o aviso n.º 7172/2010, de abertura do concurso para as necessidades transitórias para 2010/11, no qual se contempla a avaliação do desempenho para efeitos de graduação…

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