Quarta-feira, 7 de Abril, 2010


De-Phazz, The Mambo Craze

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Aluna insulta docentes na net

Mas há outras pérolas, como esta… e esta.

E as mesas até estão em U!!! Deveriam estar em quadrado?

Mas querem apostar que devemos contextualizar e compreender porque a sociedade e coiso?

É o que me desperta a leitura de uma peça de Clara Viana sobre a melhor forma de organizar uma sala de aula. Pelos vistos uma tríade formada pelo director de um Instituto Superior, um coreógrafo e um designer julgam ter achado o ovo de Colombo da gestão de uma sala de aula, bastando para isso mudar mesas e cadeiras.

Mudando a sala de aula, podem mudar-se comportamentos

Quando se juntam as mesas em quadrado, muda-se também a hierarquia entre os alunos. Deixa de existir a divisão entre indisciplinados nos lugares de trás e “marrões” nas filas da frente. Como está agora, a sala de aula é “um espaço antinatural”
(…)
Diogo Teixeira, o coreógrafo João Fiadeiro e o designer José Luís Azevedo estão convictos de que é possível mudar este estado de coisas e que para tal não são precisos mais meios do que aqueles que os professores e alunos já têm à mão. Basta querer fazer. Esse é o desafio que estão a lançar aos docentes do ensino básico e secundário. O primeiro passo aconteceu na segunda-feira, com o workshop Reinventar a sala de aula.

Até podem ter razão em algumas situações, mas o mais divertido é que já há muito que, em muitas escolas, em muitas salas, se trabalha de outra forma, com outra disposição das mesas e cadeiras, gerindo o espaço com alguma maleabilidade.

Há situações em que a disposição em quadrado ou em U funciona e outras em que não. Há casos em que as tradicionais filas se revelam pouco funcionais e outras em que até funcionam.

Tudo depende dos contextos, circunstâncias, dimensão e características das turmas.

Mas uma coisa eu diria a quem tem da sala de aula uma visão anacrónica: comigo os indisciplinados  (isto partindo do princípio que há alunos disciplinados e não apenas crianças e jovens com condutas socialmente alternativas) até estão  geralmente à frente, para poderem ficar ali mais perto de mim e com maior dificuldade em se distrair.

E eu raramente estou na tal posição estática, junto ao quadro. E como eu, muitos outros.

Desde que depois não apareça ninguém a dizer que, desse modo, os bons alunos – parece que há quem ainda viva no tempo da velha terminologia marrona – ficam prejudicados no seu desempenho com a sua situação mais afastada…

Porque há sempre críticas para tudo…

Mas voltando ao essencial, eu diria que esta reinvenção da roda acontece pela enésima vez. Parece que alguém descobriu o fogo e decidiu fazer um workshop sobre isso.

Interessante mesmo era um workshop sobre o carácter inovador das ideias requentadas.

Acta das contrapartidas dos submarinos desapareceu do CPC

O dossiê do qual constavam os pormenores da aquisição dos submarinos pelo Estado português não foi encontrado na Comissão Permanente das Contrapartidas (CPC), na altura liderada por Brandão Rodrigues que agora é deputado do CDS-PP.

Acta com pormenores do negócio dos submarinos não está desaparecida

O presidente da Comissão Permanente das Contrapartidas (CPC) desmentiu a informação avançada esta terça-feira pelo Correio da Manhã que referia que a acta da reunião da CPC com os pormenores do negócio dos submarinos tinha desaparecido.

É o que dá a mistura de competências sobre o pessoal de uma mesma organização – ou unidade de gestão – ou escola. O ME decide que não instaura nenhum processo a ninguém sob a sua tutela, dando a entender que poderão ter existido responsabilidades de quem está sob a competência da autarquia.

Primeiro a autarquia afirma não ter competências disciplinares, mas agora contra-ataca:

Câmara de Mirandela ordena abertura de inquérito em escola de Leandro

A Câmara Municipal de Mirandela ordenou hoje a instauração de um processo de averiguações sobre o controlo das entradas e saídas da escola Luciano Cordeiro para esclarecer o que falhou no dia da morte de Leandro.

O que falhou?

Provavelmente, apenas aconteceu o que é habitual acontecer, só que sem as consequências dramáticas deste caso. Crianças e jovens que saem e entram das escolas quando lhes apetece ou faz muita falta é o que mais por aí há. Quantas vezes por razões meritórias há quem os deixe sair para ir buscar algo de que se esqueceram, comida, ajudar um amigo.

Não vamos começar com surpresas onde as não há.

O que houve foi uma evidente vontade – perante declarações contraditórias, masnnormais nestes casos – da DREN e IGE lavarem as mãos à moda de Pilatos.

Paulo Rangel encabeça lista de Passos Coelho ao Conselho Nacional

A situação já foi divulgada pelo Octávio Gonçalves e pelo Ilídio Trindade, a quem este testemunho também foi enviado. Só o divulgo hoje, após troca de mensagens e contactos com a colega em causa, assim como depois de ter encaminhado o depoimento para outras vias, potencialmente mais eficazes na divulgação do caso do que um blogue.

Assunto:   Coação psicológica de Direcção “bem-sucedida” sobre professora (no presente caso, eu).

Venho, pelo presente, expor uma questão que, julgo, de importância maior relativamente às questões que estão na ordem do dia quanto ao tema “Educação em Portugal”.

Gostava de ter a sua atenção neste contexto, dado que são falados, debatidos, assuntos relativos ao “bullying” nas escolas como um dos principais e graves problemas do funcionamento escolar sem, contudo, se debater, de forma abrangente e sem peias, uma questão que se encontra a montante daquela apontada, todavia, timidamente, sugerida.

Trata-se do “mobbing”, dito por outras palavras, pressão, coacção, prepotência e intimidação de professor para professor.  Naturalmente que o conceito de “mobbing” abrange 2 vectores principais: conceito horizontal (professor para professor) e, outro, o vertical, de DIRECÇÃO contra professor.

É neste âmbito que apresento e venho, junto de si, suscitar uma reflexão que tem passado completamente despercebida (?) da parte da investigação jornalística séria que se faz no nosso país.
Com efeito, muitos dos casos mediáticos que conhecemos, de violência entre alunos-alunos e de alunos-professores, tem como “parceiro escondido” o “mobbing” nos dois eixos que acima apontámos.
É aqui que na minha opinião e por dolorosa experiência pessoal que, reside, dentro deste complexo problema, “Ensino em Portugal”, uma das razões mais importantes da incapacidade do sistema actuar consentaneamente com os desafios colocados.

Neste contexto, muito do que acontece e mediaticamente vem a lume tem por detrás actuações de “mobbing” entre Direcções e professores e entre professores e professores.
A minha experiência não se traduz na violência física e  não trata de nada do que tem sido mediatizado, embora os danos emocionais, psicológicos e materiais causados sejam profundos e revestidos de extrema injustiça – estou impedida de trabalhar, devido à prepotência de um Director.

Naturalmente que o meu caso se aproxima de milhentos casos que existem neste país. Acontece que, não penso suicidar-me como aconteceu com o meu malogrado colega, nem, igualmente, penso calar-me.
Gostaria que perdesse alguns minutos, lendo o meu “relato”. Neste momento, a minha queixa já foi feita à Drel.  Não tenho medo. Possuo em meu poder documentos que provam quem tem razão. Possuo uma carta intimidatória do meu Director, mentirosa, prepotente e abusiva. Possuo um relatório psiquiátrico que estabelece paralelo directo entre a minha situação psiquiátrica e a situação profissional em que me encontrava, numa manifestância clara de causa-efeito.

Estão em causa os seguintes artigos previstos na Constituição da República Portuguesa:

a)      – Princípio da prossecução do interesse público e da protecção dos direitos e interesses dos cidadãos;
b)      – Princípios da igualdade e da proporcionalidade;
c)       – Princípios da justiça e da imparcialidade;
d)      – Princípio da boa-fé;
e)      – Princípio da colaboração da Administração com os particulares.

A minha experiência, de forma resumida, resulta de um processo de “mobbing”, assente no assédio psicológico, assunto que não tem tido a atenção devida da parte do legislador.
Sou docente efectiva, preferindo, por conveniência, neste momento, manter o anonimato. Num momento em que a Exmª Senhora Ministra parece defender, contrariamente à sua antecessora, uma humanização do ensino, o meu assunto configura-se da seguinte forma:

No passado ano lectivo decidi mudar de escola e, portanto, entrei  noutra, esta a que refiro, como professora do quadro.

Aquando da minha apresentação, a minha Coordenadora, em Julho, apresentou-me uma hipótese de cenário, quanto a horário e matérias a leccionar, perfeitamente razoável.
Qual não foi o meu espanto quando em Setembro, me foi dado um horário que não respeitava as  mais elementares disposições legais, nomeadamente:

1º – as respeitantes à jornada diária de trabalho (permanecia no meu local de trabalho mais de sete horas, nalguns dias).
2º – as respeitantes a intervalos de descanso (tinha, por exemplo, 4 horas de “furo”).

Para além disso, atribuíram-me uma imensidade de níveis de matérias, às quais, humanamente, era impossível dar resposta (5 níveis distintos, co-secretariado de 3 Conselhos de Turma, apoio a alunos com dificuldades específicas.
Finalmente, e embora o Director o negue, as condições de trabalho não eram as melhores.
A Escola pertence ao grupo das que se encontram em fase de “reabilitação”, ou seja, imagina-se o que é trabalhar ao som de martelos pneumáticos? Imagina-se ter quase de gritar para ser ouvida pelos alunos e vice-versa?
Comparativamente a colegas da minha área, o meu horário foi, sem dúvida, o mais aberrante.

Tenho um filho de quase seis anos, totalmente a meu cargo. ao qual não tinha tempo para dar apoio, dado que, enquanto permaneci ao serviço, trabalhava todos os fins-de-semana para poder dar cumprimento ao “incumprível”.
Depois, por sua iniciativa, o Director, piorou ainda mais o meu horário, alargando de 3 para 4 horas, um dos dias em que tal tinha as tais horas de enormes “furos”.

Lembro que este senhor, aquando da entrega de horários, se mostrou disponível para fazer alterações “razoáveis” nos horários.
Recordo e tudo tenho registado, que manifestei à minha Coordenadora essa vontade de alteração. Mas a poucos dias de início de aulas, com os horários de alunos já feitos, referiram essa impossibilidade.

(Já agora, um bom Director, com TRÊS assessores, deve preocupar-se mais com o emendar erros ou prever-se contra eles???)
Não aguentei.

A gota de água foi ter sido posta em causa numa reunião, por uma colega, neste caso Directora de Turma, no sentido de não ter dado cumprimento, num prazo determinado, a uma planificação específica. Como poderia? Mas aguentei os ataques “educados”, perante a audiência que, era, neste caso, um Conselho de Turma.

Vim para casa, completamente esgotada, em pânico. Desanimada porque, malevolamente, estavam a fazer passar a imagem de uma pessoa não cumpridora, quando sempre o tentei ser, ao longo de 18 anos de ensino, com resultados comprovados.

Senti que me estavam a dar excesso de trabalho, precisamente para demonstrarem que era incapaz.
Estive 15 dias de baixa. Durante esse tempo, consultei um Sindicato, que confirmou as irregularidades horárias. Para além disso, houve alguma estupefacção perante o conteúdo e não só a forma do meu horário. Cinco matérias diferentes para preparar, aliadas a programas específicos para alunos com dificuldades específicas, mais vários co-secretariados de reuniões, digamos que não era pouco.

Aconselharam-me a enviar uma exposição escrita ao Director. Sabia que teria 30 dias para me responder. Não tive direito de resposta! Ignoraram-me, simplesmente. E o meu estado de saúde entrou em colapso. Foi-me diagnosticado stress pós- traumático, como já referi e esgotamento. Mantive a minha baixa, durante aqueles 30 dias, aguardando a cada dia, uma resposta na minha caixa de correio. Foi como que um jogo de forças psicológico.

Perante isto, recorri a um advogado que constituí meu procurador. Que lhe voltou a colocar a minha situação, por escrito, bem como perguntas de ordem prática. E só nessa altura, por seu intermédio, o sr. Director lhe deu a tal resposta.

Foi uma resposta lacónica e que não respondeu, na sua maioria, às questões colocadas.   Afinal, quais teriam sido os critérios de atribuição horária? Sugeriu um reajustamento horário de 3 horas sem concretizar. Dizia que o Director era ele! Que era ale quem decidia! (Mentira: o próprio Regulamento Interno da Escola, contradizia. Isto é: um DIRECTOR não conhece o Regulamento Interno da sua Escola???) Totais inverdades. E concluía com uma tentativa velada de intimidação. Isso revoltou-me, magoou-me e piorou ainda mais a minha condição física e psicológica.

Perante isto, nova carta se lhe enviou, à qual nem se dignou responder.
Sinto, neste momento, que a intimidação, a coacção à distância, o jogo psicológico, continua.
O Sindicato aconselhou-me a não regressar (e como conseguiria?) até as questões estarem resolvidas.

Mas resolvidas, como?
Outras pessoas, aconselharam-me a voltar, tentando dialogar e solicitar um lugar, por ex, na Biblioteca. Risível!
Quando falo de pessoas que analisam apenas o ponto de vista legal é porque tenho a noção perfeita de que  não valorizam, talvez por algum desconhecimento,  situações  como a perseguição, a intimidação. Pessoas há que não conseguem avaliar o resulta de um stress pós-traumático. A sensação de impotência, de pânico, perante o enfrentamento de situações perturbadoras, tão marcantes, porquanto, injustas e de má-fé. E isso tem de ser tomado em conta, quando se fala de Trabalho.

Neste momento, estou “condenada” a não trabalhar, a usar uma espécie de pulseira electrónica durante a maior parte da semana, dado que tenho de ficar em casa, para possível inspecção médica.
De qualquer modo, a queixa está feita às entidades competentes, como já referi.
Não abdicarei nunca dos meus valores e mais, sinto que não é só por mim que o faço mas pelos inúmeros colegas docentes que sofrem em silêncio e não denunciam por medo de represálias.
Estou em suspenso mas não tenho medo! Ainda confio na Justiça Terrestre e totalmente na Divina.

Bem-haja!

Com toda a minha estima pessoal,

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