Terça-feira, 6 de Abril, 2010


Owl City, Fireflies

You would not believe your eyes
If ten million fireflies
Lit up the world as I fell asleep

‘Cause they’d fill the open air
And leave teardrops everywhere
You’d think me rude
But I would just stand and stare

I’d like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It’s hard to say that I’d rather stay
Awake when I’m asleep
‘Cause everything is never as it seems

Não é de ninguém do Vaticano.

É de Sarsfield Cabral mesmo agora na SICN, ao afimrar que, ao contrário dos gregos, nós [portugueses] não aldrabamos as estatísticas.

Há muito comentador de parapeito de janela que gosta de afirmar que os professores só estão preocupados em não ser avaliados e que quando negam isso estão a faltar à verdade apenas para serem politicamente correctos.

Há quem considere que este é um blogue frequentado na sua larga maioria por professores e que até albergará quase que uma espécie de milícia quase armada (há quem diga a um nosso comentador por bandas do Twitter que até têm receio de aqui comentarem, mesmo se espreitam com regularidade) radical.

Logo, seria de esperar que nesta sondagem, anónima, sem controle nenhum quanto a quem escolhe o quê, os resultados indicassem tal radicalismo.

A verdade é que desde ontem à noite (a sondagem continua aberta) os resultados são os que se seguem:

Em seis opções, as da avaliação dos alunos e professores são as que ocupam o fundo da escala?

Surpreendidos? Eu não, porque detesto alinhar em clichés se estou a par do que preocupa efectivamente quem anda pelas escolas.

Não é que o modelo de ADD seja negligenciável, mas a verdade é que a reforma curricular e a mudança no modelo de gestão são preocupações bem maiores.

Só que o primeiro desses aspectos está a avançar sem consulta às bases por parte da tutela – nem sequer o Conselho de Escolas estruturou uma proposta clara – e o outro ainda nem sequer começou a ser renegociado.

Quanto tantos clamam pelo desenvolvimento de uma cultura democrática, seria interessante reparar como é a actual falta dela nas escolas que mais preocupa os professores, logo a seguir a preocupações de carácter pedagógico, que ocupam o primeiro lugar.

Estranho?

Só para rangéisemídios, sousastavaresmiguéis e aqueles outrora muito visíveis arautos das políticas da anterior equipa do ME que tanto zurziam nos professores por só se preocuparem com o seu dinheirinho e privilégios.

Será que nunca entenderão que a nossa escola não é há muito a escola que (v)os traumatizou em imberbe idade?

Sem conhecer o relatório, não posso ter a certeza se a parte final desta notícia não corresponderá a uma forma hábil de se ter contornado a questão quanto ao que se passou efectivamente.

Inspecção-Geral de Educação: Leandro não foi vítima de bullying

A morte de Leandro não foi causada por bullying e a a escola não teve responsabilidade pela saída da criança da escola,

São estas as conclusões do inquérito da Inspecção-Geral de Educação ao caso do aluno da escola Luciano Cordeiro, em Mirandela.

O documento, da autoria da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), cita testemunhos contraditórios sobre a alegada agressão a Leandro na manhã da morte, diz o Jornal de Notícias. Mais, o inquérito diz que a criança terá saído da escola «presumivelmente através das grades», enquanto os restantes colegas saíram pelo portão principal «sem serem impedidos».

Não vão ser instaurados quaisquer procedimentos disciplinares à direcção da escola, mas certidões extraídas vão ser enviadas à Câmara Municipal de Mirandela, que tutela os funcionários do estabelecimento escolar.

Quanto às suspeitas de bullying, o inspector Depois de ouvir o testemunho de 38 pessoas, o inspector da Inspecção-Geral de Educação escreve no inquérito que Leandro não seria vítima de actos continuados de violência.

Foram duas horas e meia interessantes e, na parte do miolo, permitiu aceder a dados interessantes sobre a situação socioeconómica dos alunos do pré e 1º CEB.

Um universo com mais de 48% de alunos a receber apoios, subindo mais de sete pontos desde o ano lectivo anterior. Uma freguesia, ali do outro lado da estrada, com 80% de alunos carenciados. O meu agrupamento a ficar perto dos 50%.

Números actualizados sobre os apoios às escolas e apromessa de mais.

O projecto de se fazer uma espécie de observatório da (in)segurança nos espaços exteriores às escolas, caso as forças de segurança colaborem na disponibilização dos dados.

A possibilidade de criação de um espaço online para o CME com materiais actualizados.

Interessante.

Reunião do Conselho Municipal de Educação do Concelho da Moita, hoje pelas 15 horas com uma Ordem de Trabalhos algo menos anódina do que a das reuniões seguintes, mas mesmo assim mais numa base informativa do que deliberativa.

Será que é hoje que eu percebo para que serve, em concreto?

Na sequência do encontro realizado há uns sábados atrás, sob os auspícios do SPGL, no Hotel Zurique passei a escrito e 7500 caracteres aquilo que penso sobre o assunto, faltando-me a energia a o engenho para me alongar mais neste período teórico de descanso.

O texto é algo heterodoxo e fracturante q.b., mas não em excesso.

Começa assim e divulgarei logo que publicado.

Elementos para uma reconfiguração da profissão docente (Portugal, 2010)

Nos tempos actuais em que a pressão sobre a classe docente se faz sentir no sentido da sua crescente diluição no contexto de uma indiferenciação dos trabalhadores da Função Pública é, mais do que nunca, essencial que os educadores e professores reforcem os seus laços identitários, tanto para dentro como para fora da própria classe docente.

Vou tentar abordar esta questão de um modo sistemático, começando pelas pressões mais evidentes e procurando sugerir algumas formas de lhes resistir.

Estamos na Primavera e as paixões tendem a desabrochar ou ganhar um novo ânimo. Em especial entre a juventude de outrora este era o momento propício para o multiplicar de olhares, encontros fortuitos, pequenos toques e emoções ruborizantes, tudo sempre sem grande nível de concretização.

Tal como os últimos três meses de promessas e preliminares.

É bonito. É uma forma de resistir à aceleração dos tempos e de não ceder à tentação do arrebatamento fácil, do prazer epidérmico e de assim prolongar, de forma tântrica, aquele estado primordial de enamoramento que, na ausência da consumação da paixão, faz acreditar que tudo será sempre um paraíso na Terra.

Esta semana parece que foi marcado novo derriço, desculpem, encontro, certamente seguido de declarações edulcorantes para não fazerem pior aos diabéticos.

Ministério receptivo a estatuto de autoridade pública para professor

O Ministério da Educação manifestou abertura para considerar a possibilidade de ser reconhecido ao professor o estatuto de autoridade pública dentro da escola, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) à saída de uma reunião com a ministra e o secretário de Estado Adjunto da tutela.

Entretanto, Mário Almeida, desculpem, Abílio Nogueira, desculpem, o líder da Fenprof parece estar satisfeito com as propostas de Maria de Lurdes Alçada, desculpem, Isabel Rodrigues, desculpem, da ministra da Educação e do seu secretário Valter Ventura, desculpem, Alexandre Lemos, desculpem, esse mesmo, em matérias diversas discutidas e negociadas.

Em todas, mais especificamente.

Foram dois anos de preparação. Que venham elas para as analisarmos, em especial em matéria de Educação mas não só, e que não sejam derivadas de fórmulas teóricas muito caras a determinados gurus de passagem pela política. Que olhem para a realidade tal como ela é e não apenas como um case-study para aplicação de umas coisas giras que se leram algures, sem atender ao contexto. Para isso, já tivemos a nossa conta.

PSD deixa ‘cair’ casos de Sócrates

Passos Coelho quer fazer oposição com propostas. Só o caso PT/TVI pode mudar os seus planos.

O PSD vai deixar o filão dos “casos” que envolvem ou envolveram o primeiro-ministro para exploração exclusiva da comunicação social. Pedro Passos Coelho rejeita uma estratégia política assente no combate a alegadas falhas de carácter de José Sócrates.

Fontes que são próximas do novo líder social-democrata garantiram ao DN que casos como o que foi ontem levantado pelo jornal Público relativo a projectos de casas na Guarda, assinados nos finais da década de 80, quando Sócrates já era deputado em regime de exclusividade, estão longe da política que Passos quer fazer dentro e fora do Parlamento.

Massimiliano Frezzato