O final do 2º período chegou e algumas perturbações começam a fazer-se sentir, por aqui, por ali, por acolá. As famosas pressões.

Não são coisas novas. Novidade é ser possível falá-las abertamente e discuti-las para além dos corredores e mesas de café.

Ontem ao início da noite um amigo telefonava-me a contar como fora contactado a meio da tarde pelo seu delegado para que subisse as suas notas, caso contrário poderiam existir problemas. Fora outras insinuações sobre o futuro profissional.

Dias antes recebera um mail de outra colega que me enviou o cabeçalho abaixo que tem provocado algum desconforto pela forma como prevê que os alunos, para além da evidência do seu desempenho e da classificação do professor, se manifestem sobre o grau de dificuldade dos instrumentos de avaliação.

Repito: nada disto é muito novo. Só que assume por vezes formas que deveriam estar em retrocesso, mas que pelo contrário recrudescem.

Não quero ver o que se vai passar no 3º período, quando vamos para o 3º ano de um processo de avaliação do desempenho dos docentes completamente desconexo e que parece uma manta de retalhos em permanente reconstrução, simplificação, remodelação, reajustamento, requalquercoisa.

As coisas não estão bem. Mas o mais grave é que a paralisia e falta de autonomia ministerial para mudar o estado de coisas está a agravar vícios que se instalam com mais força na ausência de uma linha de rumo clara.

Quanto a outros actores neste cenário, quer-me parecer que estão demasiado preocupados com a sua visibilidade como parceiros. Uma espécie de Confap do anterior mandato. Não chega coreografar o protesto.