Já saiu o documento esperado para a comunicação social (ComunicadoFenprof).

Existe algum decoro ao afirmar que foram os «professores» a reagir, mas escasso pudor em reclamar o protagonismo central na contestação.

É óbvio que teria de sair alguma coisa. É conhecido que dirigentes sindicais já pela manhã tranquilizavam algumas hostes e se faziam muito conhecedores de tudo.

Do outro lado, há quem alimpe as mãos das responsabilidades. Mas se é verdade o que ele diz, isto foi apenas a apalpar o terreno e recuaram tão facilmente?

Este processo negocial tornou-se uma farsa inversa ao que acontecia no anterior mandato.

Não é por causa da derrota do Sporting, mas principalmente porque tenho de corrigir e classificar testes para amanhã que hoje não me apetece comentar mais aquilo que me parece uma nova forma de coreografia negocial.

Pode ser nova, quiçá criativa para quem a está a desenhar com o desejo de tirar dividendos repartidos, confundindo os observadores. Só que eu deixei de a engolir. Mais grave, deixei de respeitar esta nova forma de fazer as coisas. Até pode ser por alguma boa causa. Mas é uma imensa mistificação que usa a carreira e vida dos professores como carne para canhão a diversos níveis.

Sinceramente, isto começa a roçar a abjecção.

E escrevo-o com pesar, disparando em diversas direcções, não apenas em uma. Mesmo que o Pereirinha tivesse cabeceado ao cantinho ali pelos inícios da segunda parte e tivéssemos ganho 3-2 à equipa do namorado da Orsi.

É por estas e por outras que eu não sirvo nada, mas mesmo nada, para fazer parte disto.

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