Este post despertou alguma discussão na passada 5ª feira. Tinha, na altura, recebido de três origens diferentes uma troca de correspondência entre a Fenprof e o SE Ventura.  Respeitando o pedido de uma das fontes não publiquei o documento em que o secretário de Estado pedia paciência à Fenprof, que esta semana apareceriam os documentos em falta.

Ainda pensei usar o último parágrafo, mas usei apenas a tira superior do fax. Agora acho que já merece divulgação integral.

Percebe-se agora que, o mais certo, é que a demora tivesse origem em negociações internas ao Governo e que estaria tudo à espera do PEC.

O que agora conhecemos quanto à proposta de revisão do ECD contempla matérias que em nenhum momento estiveram no acordo e que, mais importante, desrespeitam exp’iicitamente algumas coisas assumidas pelos sindicalistas signatários, nomeadamente quanto ao que eles considera(va)m grandes conquistas, por serem direitos não perdidos.

Ainda no sábado passado, no Hotel Zurique, ouvi essa tese ser expressa por Mário Nogueira.

Neste momento, essa tese cai pela base e o clima de confiança, com beijinho na face, cai pela base. Resta saber se tudo isto se trata de uma rendição do próprio ME à ditadura das Finanças e do PM, se a equipa do ME não passou de um(a) testa de ferro para ludibriar os sindicatos (sabendo-o ou não).

A carta que em seguida divulgo seria de molde a fazer acreditar que estavam todos do mesmo lado, que bem aventurados!

Se calhar não estavam e isto não passou de uma estratégia dilatória. Ou então foram todos encornados por igual pelo engenheiro e pelo teixeira do money.