Está atribuído o Prémio Nacional do Deputado Eduquês. Esta tirada chega:

A retenção, qualquer que seja a sua origem é sempre factor potenciador de futuros episódios de insucesso escolar e, em consequência, de abandono escolar.

Maior declaração de determinismo educacional é difícil. Ainda por cima surge ajoujada em «literatura científica e experiência prática» (???).

Mas ainda temos outra passagem quase tão boa como a anterior:

As situações de faltas frequentes ou reincidentes deverão ser objecto de análise pelos professores e pelas escolas, no quadro das respectiva autonomia pedagógica e devem ser estes a determinar as novas balizas do percurso de aprendizagem dos estudantes que faltam.

Repare-se que o senhor deputado da Nação Bravo Nico acha que a questão da assiduidade dos alunos deve ser analisada por toda a agente, menos pelo proprios alunos e suas famílias.

Ou seja, estamos perante a completa desresponsabilização por parte de quem não cumpre as regras de funcionamento da escola, enquanto quem deve reflectir sobre o que se passa são os professores e as escolas.

Para isto a autonomia, já serve.

Bravo, senhor professor Nico, tanto que aprendeu em pouco mais de dois anos lectivos de docência no Ensino Secundário.

Será que os seus alunos na Universidade de Évora, também beneficiam desta atitude de reflexão pelo seu ditoso professor, tudo num espírito de Felicidade e Convivialidade?