Mas quantos contratos de autonomia estão assinados? Quantos estão em preparação? Em que moldes? Que grau de efectiva autonomia existe, sem ser a que deriva de uma certa modalidade de caciquismo?

Porque a autonomia das escolas é um caminho, mas nem sempre pode ser o único caminho e nada disto pode acontecer sem que existam regras claras e transparentes de funcionamento.

Nada disto pode funcionar aos sacões, com contratos assinados em lotes para efeitos mediáticos. É preciso ter alicerces sólidos e uma cultura de rigor na extensão da autonomia financeira e pedagógica ao maior número possível de agrupamentos e escolas.

E é essencial a tal monitorização – diferente de controle à distância – dos resultados dessa autonomia. Porque, caso contrário, caímos naquela situação dos hospitais com gestão privada, em que não se percebe se a experiência valeu a penas ou não, de tão confusos que são os diagnósticos.

Isabel Alçada assegura que processo de autonomia das escolas continua

Isabel Alçada garantiu-o esta manhã, na Maia, no decorrer do Conselho de Escolas, depois do ex-ministro da Educação o ter pedido durante este fim-de-semana numa conferência na Universidade Católica. Marçal Grilo aludiu à necessidade dos estabelecimentos poderem adoptar o seu próprio projecto educativo sendo, ao mesmo tempo, autónomos da subsidiação estatal.

A ministra fala dum processo que está no caminho certo: “Um processo em que se reforça também a autonomia financeira, administrativa e pedagógica para que haja um maior autocontrolo da produtividade. Há um processo de abertura de novas candidaturas – para celebração de contratos de autonomia – mas, em simultâneo o Conselho de Escolas em colaborarão coma tutela está a organizar formação específica sobre vários domínios relacionados com as diferentes dimensões do trabalho de gestão da direcção das escolas”.

A governante defendeu também a criação de mecanismos de monitorização nas escolas para que seja possível obter melhores resultados de aprendizagem dos alunos. “Os resultados de aprendizagem dos alunos são o essencial da actividade educativa. É indispensável criar mecanismos de monitorização na gestão da aprendizagem dos alunos”.

Na sua opinião é preciso uma escola mais eficaz, com melhores resultados pedagógicos, sendo para isso necessário que se faça uma avaliação de todas as iniciativas e dos esforços realizados.