Formação em educação sexual paga pelos ‘profs’

Falta de acções de formação promovidas pelo  ministério leva escolas e docentes a procurarem outros cursos.

Há professores a pagar do seu próprio bolso a formação de que precisam para dar aulas de educação sexual. A situação está a preocupar os docentes que lembram que o Governo elegeu este tema como prioritário e agora não está a dar o apoio necessário. Numa escola da região de Lisboa, por exemplo, os professores estão a pagar cerca de 60 euros para fazer uma acção de formação de 50 horas. A escola liquidou o restante, já que o custo total rondava os 95 euros.

“Muita gente não se inscreveu por causa disso. É escandaloso, dado que precisamos disto para fazer bem o nosso trabalho”, contou ao DN uma docente que preferiu não se identificar.

Em História e em outras disciplinas, aqui pelo deserto, é um deserto completo de formação específica. Lá se conseguiu, com a boa vontade do Centro de Formação, arranjar uma formação creditada sem custos adicionais que não as deslocações, compra de bibliografia e utilização de materiais próprios para os trabalhos.

Antes disso, só acções a pagantes, e acima da centena de euros o crédito, sendo que eram para pagar a antigos colegas meus de mestrado que da coisa – em especial adaptada ao ensino não-superior – sabem tanto quanto qualquer dos seus potenciais formandos.

Ahhhh… para os críticos e desculpabilizadores do ME nesta matéria recorde-se que, pelo Estatuto de Carreira, a formação dos docentes deve ser sem custos para os próprios.