Estando o 1º ciclo desta ADD encerrado (teoricamente) do ponto de vista formal, é melhor ficarmos caladinhos, protestar em geral ou demonstrar especificamente onde ela falhou e porque não deve ser tomada em conta para efeitos futuros ou replicada no 2º ciclo?

Inicialmente achei, com outros, que o modelo legislado era mau e impraticável, tendo apelado a que todos optassem por pedir o serviço completo que faria implodir o modelo.

A isso o ME respondeu com simplex sobre simplex.

Foi então que, ao arrepio da posição inicialmente hesitante dos sindicatos, juntamente com muitos colegas s e recorreu ao doutor Garcia Pereira e ao tal parecer que muitos criticaram em que se escrevia que os OI não eram obrigatórios, mas sim a entrega de uma auto-avaliação.

Algo que o ME veio, muitos meses depois, quase um ano, admitir como sendo o que estava correcto.

De acordo com isso, mas também com as minhas convicções, não entreguei OI, nem FAA, mas um relatório crítico e circunstanciado da minha actividade profissional. Algo que sempre disse que faria, porque também sempre disse que não temia qualquer avaliação, não recusava a avaliação, mas contestava o modelo legislado. Fui avaliado com 7,4.

Nada tenho a apontar ao meu órgão de gestão em todo este processo, que sempre actuou com transparência, diálogo, justiça e equidade.

Mas não foi isso que aconteceu em muitos pontos do país, demasiados mesmo. Devemos ignorá-lo? Não devem ser denunciadas essas situações?

Não deve ser exigido a Directora(e)s que fizeram da adesivite um modo de vida que demonstrem o que valem, já que quiseram ser mais papistas em muitos casos do que a outra papisa e os cardeais pretéritos?

Devemos sacrificar aquela(e)s que agiram sempre com correcção e respeito pelos colegas?

Acho que por vezes se perde a noção do que é táctico e do que é estratégico.

O 1º ciclo de ADD correu mal, pior do que transpareceu para a opinião pública.

Não foi o acordo que criou o problema. Foi o ME e depois o Parlamento ao não o suspender. Agora há que saber lidar com isso e, aproveitando o tal clima de diálogo, demonstrar que o 2º ciclo de ADD não pode repetir os erros do passado e muito menos incorporá-los.

Em tempo propus que se fizesse uma troca entre a aceitação das classificações de mérito e a eliminação da penalização de quem não foi avaliado. Poucos apoiaram esta ideia, mas isso não me incomoda muito. Acho que seria uma troca justa em que o destino de algumas centenas ou milhares de colegas que levaram a coerência até ao penúltimo nível compensaria que alguns milhares emoldurassem os Muito Bons e Excelentes.

A outra hipótese é anular, de vez, os efeitos das classificações do 1º ciclo desta ADD e sermos todos iguais. Admito que seja uma hipótese melhor que a minha. Espero, sinceramente, que seja possível. Espero e desejo.