Com as negociações entre ME e sindicatos a transferir-se para o terreno dos horários, claro que começa a investida dos gabinetes de informação junto da imprensa mais flexível.

O Diário Económico chegou-se à frente com uma peça divertida – com um título maldoso e todo spinado –  em que se diz, com base em números da OCDE, que os professores portugueses trabalham menos horas, mas ficam mais tempo na escola.

Segundo o estudo ‘Education at a Glance 2009′, um professor em Portugal trabalha cerca de 39 horas por semana, um valor que conta também com o trabalho de preparação de aulas e estudo individual fora da escola. A média dos países da União Europeia (UE) é de mais de 42 horas. Mesmo assim, onde se regista uma maior carga horária nos docentes portugueses é no tempo passado na escola: 34 horas para Portugal contra cerca de 30 para restantes países da UE.

Sendo que o tempo na escola é facilmente verificável e o do trabalho em casa não, nem sabemos como foi calculado, temos que o que é efectivamente certo é que os professores portugueses permanecem mais tempo no seu local de trabalho.

Aliás, não deixa de ser sintomático que oficialmente os professores portugueses tenham horários de 26-27 horas na escola, mas depois lá permaneçam a quase totalidade das 35 horas que compõem o horário total.

O resto é conversa fiada para ocupar papalvos.