Nasceu um novo direito do aluno: copiar

A Universidade de Sevilha reconheceu o direito dos alunos a copiar nos exames.

Os alunos da Universidade de Sevilha já podem copiar nos exames. Isto porque a Universidade reconheceu o seu “direito” a fazê-lo, pelo que os professores já não poderão chumbar, expulsar ou suspender os alunos que forem apanhados a copiar.

Mas não se indignem os que não copiam e se sentem insultados pela medida. Sempre que um aluno da Universidade for apanhado a olhar para o teste do lado, o professor não deverá dizer nada. Em vez disso, deverá anexar ao exame uma nota a informar que o aluno parecia estar a copiar durante a execução do exame, para que uma comissão composta por três professores e três alunos decida se houve ou não cópia.

Só dois reparos:

  • Sempre dei esse direitos aos meus alunos. Se conseguisssem enganar-me poderiam contar-me que eu não os penalizaria. Se não conseguissem, a pena era eu rir-me muito deles.
  • Para quando verter esta ideia para decreto-lei em Portugal? Sei que Valter Lemos anda por outras paragens, mas pode sempre dar uma ajudinha em conjunto com uma mão-cheia de teorizadores encartados e diplomados em direito ao sucesso.

Na prática, os alunos não podem copiar, simplesmente podem olhar para os testes dos colegas sem sofrerem punições por isso. Ainda assim, professores consultados pelo “El Mundo” classificam a permissividade das novas regras (incluídas nas Normas Reguladoras da Avaliação e Qualificação das Assinaturas, aprovadas em Setembro pelo Conselho da Universidade) como uma “barbaridade“.