Quarta-feira, 13 de Janeiro, 2010


Roy Lichtenstein, Nascer do Sol (1965)

Texas, Inner Smile

Público, 12 de Janeiro de 2009

Estive a ler o artigo de Mário Nogueira no Público de ontem (pois, já estamos na madrugada de 4ª) e acho que há ali um salto quântico em matéria de entusiasmo quando se afirma que:

Este foi o mais importante acordo alcançado pelos professores nos últimos 20 anos, só possível devido à sua tremenda luta

Há aqui um manifesto excesso de entusiasmo. Vamos lá a ver: o acordo era politicamente desejável, em especial pelo governo. O acordo era instrumentalmente desejado pelos sindicatos, pois como contrapartida teriam abertas vias negociais para outra smatérias como os horários de trabalho, componente lectiva e e gestão escolar.

Mas o acordo tem aspectos técnicos, em especial em matéria de progressão e e potenciais efeitos retroactivos de normas baseadas nos resultados da avaliação do desempenho que deixam muitíssimo a desejar.

Perceba-se isso e trabalhe-se bem nestas duas semanas, agora uma, para expurgar de tais asperezas e entorses a passagem a lei do acordo.

Sem isso…

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