O acordo conseguido na área da Educação tem um novo grupo de contestatários ou, no mínimo, de críticos defensores da unicidade de carreiras.

Ao ler hoje o Jornal de Negócios deu-me aquela volta enorme ao estômago reservada às situações em que a invejazinha do próximo se nota á distância. Está no direito dos restantes sindicatos da Função Pública lutarem por melhores condições, não o amesquinharem os outros que tiveram anos de luta pelos seus, que saíram à rua e mereceram um ataque cerrado ao longo de mais de 4 anos.

Mas ler (não está na edição online) Nobre dos Santos da Fesap afirmar que:

Os professores têm que seguir um regime equiparado ao dos restantes profissionais.

Dá-me cá uma vontade enorme de o madar às órtigas ou então reservar-lhe um lugar de adjunyo ou secretário de Estado num próximo Govrno pois, em vez de defenderem os seus direitos de um modo positivo, parecem ter mais interesse em apoucar os outros. É que nunca ouvi este carro profissional referir o facto de, até há pouco, o topo salarial da Função Pública ser superior ao dos docentes.

E também me apetcia relembrar ao profissional público Nobre dos Santos que os professores têm uma Estatuto de Carreira próprio e muitas circunstâncias particulares na sua prática profissional diária. Mas se eu agora escrevesse tudo o que me ocorre sobre este assunto ainda me diziam que dormi mal e acordei com os pés ao contrário. Não, apenas estou farto de parvoeiras.

Quanto às declarações de Ana Avoila, exigindo a suspensão da avaliação na FP por causa dos professores causam-me uma certa impressão por outra razão. Quer-me parecer que pelas bandas da CGTP, muito feliz com o acordo, a luta dos professores foi a marreta para abrir uma porta.

Por mim, isso até pode ser aceitável, mas começam agora a notar-se sinais de mais do que propriamente fumo…