Hoje no Público, os tais 1000 caracteres, com alteração do título:

Um acordo em forma de assim

O acordo a que chegaram esta semana os maiores sindicatos de professores e o Ministério da Educação chega com alguns anos de atraso.

Tivesse ele acontecido em 2006 e agora estaríamos, com toda a certeza, a discutir um outro bem mais estimulante para a classe docente ou questões mais relevantes para a qualidade da Escola Pública do que um diferendo laboral que se arrastou apenas devido à incapacidade do anterior governo para perceber que uma negociação é, por definição, para negociar e conciliar posições.

Por muito insatisfatório que este acordo seja – e é em muitos pontos – significa, contudo, o fim da divisão na carreira docente e o epitáfio de um modelo de avaliação do desempenho docente sem qualquer mérito.

Mas também é bom que entendamos que este acordo não salva a Educação ou a Escola Pública de uma erosão causada, não por questões de ordem laboral, mas por uma amálgama sucessiva de reformas mal concebidas no recato das leituras de gabinete que têm deixado de fora os principais actores em presença no sistema educativo: alunos e docentes.

Esta foi a versão original: