O Público inclui hoje a seguinte divertida nota de erro em que se lê o seguinte:

Um “não” que caiu no texto “Percebemos que da parte do ministério já não havia margem de manobra para mais”, publicado no destaque na edição de ontem, alterou de forma errónea a informação contida no segundo parágrafo. A versão correcta é a seguinte: na quinta-feira, por volta das 21 horas, o secretariado nacional da Federação Nacional de Professores “tinha considerado que ainda não havia condições para um acordo” e não o contrário, como foi publicado..Um “não” que caiu no texto “Percebemos que da parte do ministério já não havia margem de manobra para mais”, publicado no destaque na edição de ontem, alterou de forma errónea a informação contida no segundo parágrafo. A versão correcta é a seguinte: na quinta-feira, por volta das 21 horas, o secretariado nacional da Federação Nacional de Professores “tinha considerado que ainda não havia condições para um acordo” e não o contrário, como foi publicado.

Vou ser sincero: não percebi o esclarecimento. A menos que signifique que em vez de branco deveriam ter escrito alvo. Acho que, na prática, tudo acaba por ir dar ao mesmo. O que já se percebeu é que às nove da noite já tinha havido acordo que iria haver acordo. No fundo este esclarecimento é mais ou menos como aquele do Bocage acerca do flato da senhora.

Aliás, se esticarmos um pouco a memória, basta lembrarmo-nos do deslize do SINAPE ao dizer que iriam assinar o acordo, logo ao final da tarde. Nessa altura ainda não sabíamos, mas agora já podemos datar mais ou menos dessa hora o momento em que ficou acordado que o acordo seria acordado ainda em horas em que estivéssemos acordados.

O resto é fumaça para dar a sensação que todas aquelas horas não foram apenas para acertar detalhes. Aliás, quer-me parecer que mal entraram para a sessão da tarde já ninguém dali sairia sem que uma parte significativa dos  sindicatos assinasse o acordo. O resto foi uma questão de vírgulas e este ou aquele acerto nos termos do acordo.