Sexta-feira, 8 de Janeiro, 2010


Blondie, The Tide is High

Em dia de audiências estratosféricas, quase ao nível de qualquer site soft-porn ou sex-voyeur que se preze.

Apesar de quase 2o posts, muita coisa fica para amanhã, desde posições e textos alheios a opiniões próprias, que as tenho, de quando em vez, nos intervalos das músicas.

A Ana Silva, a Fátima Freitas e a Margarida Soares Franco tiveram a ideia de comemorar o jantar feito aqui pelas minhas bandas, no restaurante Alcanena da Quinta do Anjo.

A ideia já tem uns dias, mas esperámos para perceber se comemorávamos apenas o jantar ou mais alguma coisa. Pelos vistos é mesmo só o jantar do dia 17 de Janeiro de 2009 que vamos comemorar.

Quem quiser aparecer é bom que me diga qualquer coisa (guinote2@gmail.com) ou à Margarida (margfranco@netcabo.pt) se é que querem lugar à mesa. Como é fácil notar pela minha rotunda figura, não sou de escolher mal os sítios onde me faço alimentar.

Portanto… por mim é o fim de um ciclo e há que saber comemorar com

E Maria Campos, o MAT e o professor Xibanga estão convidados, assim como o desaparecido Trabalhador da Silva. Prometemos ser gentlemen e gentlewomen.

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Reflexões, Tiques…

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Continuará…

Snow Patrol, Chocolate (quente, por causa do grizo)

À primeira mal vi, porque estava distraído. O segundo logo se vê… Acho que estamos no reino de Janus.

Ao fim de alguns anos de blogue a funcionar, tenho direito a ser visado por um post de um blogue colectivíssimo da área do PS cinzento, ou algo parecido que não percebo nada destas coisas, de sua graça A Regra do Jogo. Aparentemente tenho-lhes provocado urticária, pelo menos a um Carlos Santos que desconheço em absoluto quem seja e não estou a ser rude, apenas sincero. Há-de ser alguém que eu devia conhecer, mas não conheço. O vice-versa também poderia continuar a ser válido.

O post é muito comprido, demasiado emaranhado e contraditório para eu estar a esta hora – o jantar chama – a tentar deslindar o verbo palavroso e o pensamento confuso.

Basta ler que eu sou «sofisticado na literatura do pós modernismo educativo» para ter motivo de risota até ao amanhecer. Ou seja, sou um emérito do discurso eduquês. Eu, me, mysef and I.

Lá mais para o fundo afirma que eu sou um derrotado em todo este processo, porque agora ninguém alimenta este blogue revolucionário (e eu convencido que era visto como revisionista e tudo…).

Ah, e perderam Guinote e os amigos. Quem vai agora alimentar os blogues revolucionários dos professores descontentes?

O que me tranquiliza? Algo que escreve mais acima:

Ganhar? Os maus professores ganharam muito.

Se os maus professores ganharam e eu perdi, então eu sou um bom professor.

Bigados, pá. Num dia como hoje quase me apetece oscular o Carlos, mas não quero adoptar nada. Revolucionário, mas não propriamente fracturante

De uma forma ou outra os partidos com assento parlamentar estão muito satisfeitos com o acordo ME/sindicatos porque isso os exime de assumirem responsabilidades futuras na condução desta questão.

O PC saúda o acordo, enquanto o Bloco é mais moderado no entusiasmo, mas nota-se que estão aliviados.

Quanto ao PSD, chega-se à frente e coloca-se em bicos de pés à boca de cena, esperando colher parte dos louros numa atitude que seria de esperar, mas que deixa algo a desejar a alguns dos seus companheiros de estrada.

PSD reclama parte da responsabilidade por acordo entre Ministério e professores

O PROmova, pela voz de Octávio Gonçalves e a APEDE pela de Ricardo Silva são porta-vozes do desagrado pela solução encontrada. Não vihoje o Ilídio na RTPN, pelo que não sei em concreto a posição do MUP, mas julgo que também será desfavorável ao acordo.

O Ricardo Silva diz que os movimentos independentes de professores e os sindicatos que não assinaram o acordo (caso da ASPL) devem reunir-se e concertar posições.

Relendo o documento que resultou das tais 14 horas de maratona negocional uma das principais questões que se podem levantar é: por que razão foi necessário chegar a acordo naquele exacto momento e não foi possível continuar a negociais e a apurar o documento durante o dia de hoje, com os protagonistas menos enclausurados?

E se havia tanta pressa, por que razão só voltam a existir negociações no próximo dia 20?

Há algo que está certamente a escapar ao comum dos observadores, pois se é verdade que se cá fora já se sabia bem antes da meia noite que ia haver acordo, qual a razão que obrigou a que o mesmo surgisse quase à uma da manhã, se contém passagens evidentemente mal pensadas?

Que os melhor informados – e mesmo outros nem tanto assim – já sabiam que ia existir acordo é algo que se demonstra pelo facto de Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público terem conseguido fazer títulos de primeira página com algo que aconteceu já bem fora de qualquer horário normal para fechar a edição, enquanto o mais inexperiente I se deixou ultrapassar pelos acontecimentos e incluiu um artigo no interior da edição de hoje a prever o falhanço das negociações.

Isto significa que muita coisa transpirou em tempo útil, nomeadamente a predisposição para a assinatura do acordo pelas duas partes(ME de um lado e os maiores sindicatos professores do outro), predisposição essa que se percebe ter antecedido em várias horas as conferências de imprensa.

O que pode ser motivo de alguma interrogação é a natureza do estímulo para tal predisposição se saber tão cedo…

A mim quer-me parecer que sim. Só para desambiguar certas situações que me parecem irem existir em relação a uma necessária reconfiguração dos Conselhos Pedagógicos e à coordenação dos Departamentos Curriculares.

… seria expurgarem qualquer nova versão do ECD de normas transitórias esquisitas e efeitos retroactivos estranhos como aqueles que condicionam possibilidades futuras com base em opções que no passado não contemplavam tais efeitos.

É o caso, por exemplo, destas passagens que se podem prestar a grandes confusões na sua passagem à prática.

Chegaram a um acordo de princípio, podem agora fazer uma boa versão final?

A versão do acordo que publico abaixo é a que me chegou pelas 2.45. Entretanto, há alguma circulação de mails com diversas versões do documento fruto de muita confusão. Mas parece que a minha versão é a original, pelo que leio no site daFenprof.

Mais logo tentarei analisar os pontos mais e menos positivos do documento, mas desde já acho que se irão levantar muitos problemas na aplicação dos pontos 8 e 44, em virtude do patchwork que foram os critérios de classificação, escola a escola, no 1º ciclo de ADD.

Documento todo: Acordo7Jan2009.

Adenda: Há muita confusão em mails a circular. Vou manter a primeira versão recebida.

A comentar muito bem a situação e a apontar algo fulcral: falta rever o essencial do processo ensino-aprendizagem, ou seja, uma revisão curricular.

Também aponta algo muito importante: a falta de crispação nestas negociações. O que por si só não é um objectivo mas ajuda.

E ainda destaca o fim do período MLR que fica simbolizado pelo fim da carreira de titular, um corpo estranho, uma aberração no sistema educativo, nas suas palavras.

Com representantes do SINDEP/FENEI e SINAPE. Não vai, por certo, dizer algo muito diferente de Mário Nogueira. Não sei porquê, mas vai-me parecer que vai existir alguma desfocagem entre as lideranças sindicais e as bases. Resta saber a escala de tal desfocagem.

A explicação sobre a não recuperação do rempo congelado é interessante, mas esquece que ele já foi recuperado nos Açores.

Não estou a ver como todos poderão chegar ao topo da carreira. Não era só isso que estava em causa, mas não estou a ver como, com dois patamares com 50% e 33% de contingentação, todos lá chegarão em tempo útil, para usar a tal expressão.

Que se abram dois novos processos negociais é uma boa notícia.

Mas isto está curto.

Preciso ver todo o texto.

Por enquanto não me apetece ser saudado…

Não estou a gostar do que estou a ouvir.