Para comodidade e simplicidade (passageira) da análise vamos organizar o que está em disputa nos seguintes pontos essenciais:

Estrutura da carreira: a proposta do ME é substituir a carreira dividida em titulares e professores rasos por uma carreira em quatro patamares, com três momentos de estrangulamento (determinados por critérios administrativos) na progressão. A posição do ME não evoluiu em mais de um mês e pensa-se que poderá haver cedência com a eliminação de apenas um desses patamares (o do 4º para o 5º escalão) e nada mais. Existe um desacordo total.

Modelo de avaliação: a proposta do ME é a combinação possível entre o que estava em vigor antes de 2007 (disfarçado de complex simplificado) e uma aparência de qualquer coisa, na forma de regulamentação das condições para acesso ao Muito Bom e Excelente (duas aulas assistidas, portefolio). Apesar de discordâncias de pormenor, existe um acordo de principio. Aliás, ao contrário das más-línguas, o modelo de avaliação é algo que só é gravoso em articulação com a estrutura de carreira e modelo de progressão.

Ingresso na carreira: a proposta de prova de ingresso caiu na tarde da última quarta-feira, deixando de ser problema.

Horários e etc: aspectos da negociação certamente importantes mas que não impediriam um acordo se as questões acima se resolvessem.

Perante isto, gostava de saber a vossa opinião em relação a alguns aspectos. Para não se confundirem as coisas, vamos por partes, começando pelo modelo e estrutura da carreira em jeito de mini-sondagem.