Quarta-feira, 6 de Janeiro, 2010


Biffy Clyro, Many of Horror

Já repararam que estes valores são muitos semelhantes aos outros? Os da avaliação segundo o ME?

Agora com 13 horas de votação:

A ministra Gabriela Canavilhas procurou fazer hoje o elogio da I República, em cerimónia destinada a apresentar as iniciativas destinadas a comemorar o centenário do fim da Monarquia e instauração da República.

Nada contra, se exceptuarmos o pontapé no rigor histórico, quando é afirmado o seguinte:

“Se mais não houvesse, bastava o sufrágio universal e a ética republicana para que se justificasse esta celebração“, justificou Gabriela Canavilhas.

Sobre a ética republicana muito se poderia escrever, desde as práticas de então até às actuais.

Mas, mais importante, há um erro enorme na afirmação da ministra: a República instituiu o sufrágio universal masculino, deixando de fora mais de metade da população, ou seja, todo o sexo feminino. Aliás, se uma primeira leitura das regras do jogo político republicano poderiam deixar algumas dúvidas, o episódio despoletado por Carolina Beatriz Ângelo deixaria tudo muito claro quanto à natureza exclusivamente masculina da democracia republicana de então. O que, penso eu de que…, é uma forma amputada de democracia.

Que seja uma mulher a esquecê-lo, ignorá-lo ou achar pouco relevante é apenas um pormaior.

Numa Escola Secundária do Porto foi divulgado esta semana o seguinte aviso, com data de 4 de Janeiro:

A PARTIR DE AMANHÃ OS COLEGAS SERÃO CHAMADOS NOMINALMENTE À SECRETARIA, PARA TOMAREM CONHECIMENTO DA SUA AVALIAÇÃO

Iniciar-se-á com os docentes contratados e posteriormente com os professores e professores titulares (a ordem será arbitrária, pelo que irão ser contactados nesse sentido).
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A dúvida que me ocorre é se o ME teve acesso à avaliação destes docentes antes dos próprios… Ou se os 83% de Bons hoje anunciados recorrem sobre 83% ou 38% do universo dos docentes avaliados.
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Porque como esta escola do Porto há diversas outras espalhadas pelo país…

Eu acho que sim e já agora para quando o referendo sobre a independência?

O mais divertido é que são os deputados do PS-Madeira que declaram a falência do sistema educativo nacional modelado pelo PS:

Madeira deve ter um sistema educativo próprio

Os deputados do PS/M consideram que as escolas na Madeira e as turmas têm alunos a mais. Para alterar esta e outras situações que entendem estar menos bem ao nível da Educação defendem que “a Madeira deve ter um sistema educativo próprio”.
Esta situação levou o Grupo Parlamentar a avançar com um projecto de decreto legislativo, que configura a proposta sobre o Regime Jurídico do Sistema Educativo Regional que foi, entregue, recentemente, na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM).

Há em algumas passagens das declarações de Isabel Alçada uma semelhança crescente com o discurso de Maria de Lurdes Rodrigues. Ao que parece a assessoria comunicacional não mudou. Alguém não percebeu o erro original e insiste.

Lembram-se quando a anterior equipa ministerial se queixava de não ser devidamente compreendida, da mensagem não passar, de os professores não entenderem as suas propostas, de não saberem aplicar o estatuto do Aluno, etc, etc?

Eis que no Economia Socialista, desculpem, no Diário Económico de hoje se lê que:

“Estamos convictos de que se os professores analisarem bem a nossa proposta a vão aceitar”,

E ao contrário do que eu pensava, ela existe: desambiguar.

Está na página 99 dos descritores de desempenho do novo programa de Língua Portuguesa para o 2º ciclo:

Desambiguar sentidos que decorrem de relações entre a grafia e a fonia de palavras.

Aliás, de acordo com o Dicionário Houaiss, existe ainda desambiguizar, algo que transcende em muito tudo o meu vocabulário de novilíngua.

Quem diz que não estamos sempre a aprender nesta língua marota de Camões e Margarida Moreira?

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