Segunda-feira, 4 de Janeiro, 2010


O PROFESSOR POLIVALENTE

A intervenção do Paulo na TVI, certeira na crítica ao reatado separatismo sindical, e a navegar nas águas tranquilas do bom senso e da objectividade, sugeriu-me esta reflexão que gostaria de partilhar com o universo umbiguista.

O argumento que salta da boca de quem está fora do sistema educativo é o de que, “se nas empresas há avaliação selectiva, também na escola terá de haver…”.

Quem ousa comparar o sistema empresarial com o sistema educativo, talvez também não se importe de comparar  “alhos com bugalhos”, fazendo da lógica gato sapato.

Senão vejamos:

Numa empresa (como, por exemplo, uma fábrica de queijo) há diversos grupos de trabalhadores, distintos por aquilo que fazem ( o grupo dos que recolhem a matéria prima -o leite; o grupo dos que transformam o leite no seu derivado – o queijo; o dos que colocam os diversos queijos em embalagens; o grupo que as vai distribuir; e, naturalmente, os grupos dos chefes ,subchefes e directores.). E é essa diferença de competências, que também se reflecte nos salários dos trabalhadores. É claro que , normalmente, o que acontece é os empresários fazerem com que se reflictam as várias competências dos trabalhadores nos diversos patamares salariais. Não há competências iguais,  logo não há  salários iguais. E assim se organizam os escalões remuneratórios numa empresa .

Na Escola ( Sistema edudativo), salvo o devido respeito, não é, nem deve ser, assim.

E porquê?

Por que na Escola não existe o grupo de professores que vai recolher o saber ( que é a matéria prima de que se servem para ensinar). É que esse trabalho, curiosamente, foi previamente feito por eles, os professores ( com custos pessoais , e sem retorno remuneratório);

Na Escola, também não há um grupo específico que transforme a matéria prima em derivados. Na Escola, ao contrário do que se passa numa empresa, são todos os professores que transformam o seu saber pessoal, no saber colectivo dos seus alunos;

Na Escola, não há um grupo restrito que distribua em “embalagens de saberes e de competências”, o trabalho feito por outros. Na Escola também é o professor que distribui o seu saber pelas turmas, pelos alunos.

O Professor é alguém que faz tudo. Um polivalente do mundo do trabalho. Por isso, o seu estatuto remuneratório deve ser específico tendo em conta a sua homogeneidade científica e pedagógica, sem esquecer que é uma classe profissional entre outras, devendo ser, por via disso, equitativamente integrado nas várias estruturas que formam o tecido laboral português. É o professor, e mais ninguém, que vai à origem do saber, buscá-lo (e demora anos nessa busca e nessa recolha); Depois, tem ainda o enorme trabalho de reelaborar essa recolha (ou aprendizagem)  numa nova matéria (de ensino ); finalmente, distribui essa reconstrução por quem dela precisa (os seus alunos).

Não entender isto e ter responsabilidades políticas na avaliação, selecção e organização estatutária dos professores, é como organizar a volta a Portugal em bicicleta, fornecendo  bicicletas a umas equipas, e motos ou triciclos  a outras.

Cunha Ribeiro

Devo Dar Um Magalhães ao Meu Filho?

Mais do mesmo… já lá vão 6 anos!

Agrupamento Vertical de Escolas de Lagos

Ano lectivo 2009/2010

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE

Despacho nº2

1-      Data para a entrega dos objectivos individuais – 8 de Janeiro de 2010,

2-      Entrega de objectivos nos serviços administração escolar, ao gestor do docente,

3-      Pedido de observação de aulas, entregue pelo docente nos serviços de administração escolar, até 8 de Janeiro de 2010.

Lagos, 4 de Janeiro de 2010

Graça Cabrita

Directora

Não resistiu à falta de carência blogosférica:

Sexta 13

O design é um bocado a modos que… bonito mas fracturante.

… que por Sines a ADD continua como se tudo estivesse em 2008, com reuniões entre avaliadores e avaliados e tudo. Como disse a minha fonte «Quando me lembro, que em tempos o Alentejo era vermelho, até fico verde».

Afinal foi de lá que veio o acordo PS/PSD para o nque se está a passar… E como a equipa do ME demonstra uma confrangedora falta de autonomia nas negociações…

Fenprof admite recorrer ao Parlamento já na 6.ª-feira

Sindicatos apontam 5.ª-feira como prazo para acordo sobre carreiras e avaliação

O líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admitiu ontem ao DN a possibilidade de avançar já na sexta-feira para a Assembleia da República. Isto caso não se chegue a um princípio de acordo sobre a avaliação e a carreira docente na reunião que terá lugar na véspera, no Ministério da Educação

“Se a reunião é quinta, não havendo acordo é natural que já na sexta-feira estejamos em condições de recorrer à Comissão de Educação”, disse Mário Nogueira, acrescentando que uma primeira abordagem à Assembleia da República consistirá “na entrega de um dossiê com as propostas do Ministério e as contrapropostas dos sindicatos, para que os deputados compreendam o que separa as partes”.

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