Sexta-feira, 1 de Janeiro, 2010


Robbie Wiliams, You Know Me

Apedrejai-me, mas o rapaz é um dos meus guilty pleasures musicais. quando preciso de algo divertido.

Cartoons de Jeff Parker, Joe Heller, Ken Catalino e Rob Rogers

No Negócios de 5ª feira – nada de pânico, eu só compro jornais económicos de forma moderada – temos duas peças a ocupar as páginas 26 a 29 que têm muito em comum.

A primeira é sobre as negociações sobre a carreira docente e a segunda é sobre as chamadas carreiras especiais da Função Pública (que contemplarão professores, enfermeiros, informáticos, funcionários do fisco e oficiais de justiça), em conjunto com a dos funcionários autárquicos.

E isto está tudo relacionado porque um dos aparentes argumentos do ME é que a carreira e avaliação dos docentes deve estar submetida aos princípios gerais do SIADAP que, em teoria, é o sistema que deve nortear a estrutura e progressão das carreiras dos funcionários do Estado e respectiva avaliação.

O que me deixa um tanto ou quanto baralhado é que, a serem válidos os números apresentados (227.000 funcionários especiais), as carreiras especiais, de que os professores representarão a maior fatia, são uma grande proporção da Função Pública (um terço, mais coisa, menos coisa). O que talvez justificasse uma designação um pouco diferente.

Mas esqueçamos a parte semântica.

Concentremo-nos no principal: de que serve uma carreira ser especial se, afinal, tem de submeter-se às mesmas regras das carreiras regulares?

Ser professor ou enfermeiro é equivalente a ser funcionário administrativo, jardineiro ou motorista?

Porque se são carreiras especiais e têm um estatuto de carreira próprio, por que razão não devem ter as suas regras de avaliação, estrutura de carreira e de progressão ser distintas e específicas da função?

Afinal de que se serve o estatuto especial?

Só hoje tive tempo para passar os olhos pela imprensa de final de ano. Numa caixa lateral da edição impressa do I, a propósito de uma peça sobre as negociações entre ME e sindicatos, surgem os números de associados para os que serão os três maiores sindicatos (ou federações) de docentes.

Os valores aí apresentados são os seguintes, para o que se afirma ser um universo de 140.000 docentes:

  • Fenprof: 70.000 associados.
  • FNE: 50.000 associados.
  • SPLIU: 20.000 associados.

Ora muito bem. Sabendo-se que estão integrados nos quadros cerca de 115.000 docentes e andando em regime de contrato mais uns 30.000, mesmo se lhes juntarmos mais uns potenciais 10-15.000 docentes não colocados e eventualmente sindicalizados ou sindicalizáveis, ficamos com um problema grave que é o de perceber quatos associados terá a dezena de outras organizações sindicais ou para-sindicais.

Ou existe – e isso é admitido – um fenómeno de dupla ou tripla inscrição, ou então há mais professores sindicalizados do que professores em exercício ou por exercitar.

Ou então há por aqui uma terceira hipótese que é a da sobrevalorização para efeitos de…

Ao menos eu tenho por aí um par de contadores externos para me controlarem o acesso ao blogue e medirem o que ele vale ou não.

  • Delfim Santos (Lisboa)
  • Infante D. Henrique (Porto)

Tudo personalidades com dificuldade em fazerem chegar, em tempo útil, a classificação aos seus seguidores. Os que se mantém em exercício ou os que partiram em outras direcções…

Por terras mais meridionais – Aljezur, Monchique – também há quem ande com falta de vontade, apesar do curto corpo docente… Será que depois a avaliação das lideranças terá em conta esta presteza?

(c) Antero Valério

Ainda ontem me chegaram testemunhos de escolas onde os professores continuam sem receber a sua avaliação, desde Idanha-a-Nova a Setúbal, pelo menos.

Mas será que é assim tão difícil produzir uma classificação naquilo que agora se chama tempo útil?

Ou o objectivo é mesmo prejudicar os colegas, ao atrasar ao máximo a sua possibilidade de progressão?

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