Não há que enganar; como nos bons velhos tempos em que o António ocupava várias pastas ao mesmo tempo, em particular as mais sensíveis, o José é, mesmo que não formalmente, o verdadeiro Ministro da Educação e Teixeira dos Santos o seu secretário de Estado.

O atraso de ontem deve ter estado na origem da cedência relativa à prova de ingresso na carreira, uma medida sem consequências orçamentais.

Isabel Alçada é, infelizmente, apenas um rosto para as relações públicas e Alexandre Ventura o pretenso negociador que demora trinta palavras para dizer o que se perceberia em dez.

Não é apenas pelos atrasos de ontem, mas até pelo facto de tudo ter sido adiado para dia 7 de Janeiro, para que o verdadeiro decisor possa reunir com os seus conselheiros e congeminar uma nova proposta.

ATRASO PARA OUVIR SÓCRATES?

As reuniões realizadas à tarde com os sindicatos sofreram um atraso considerável, a pedido do Ministério da Educação. Entre os elementos das estruturas sindicais existia ontem a convicção de que o atraso se deveu ao facto de a ministra Isabel Alçada e o secretário de Estado Alexandre Ventura se terem encontrado ao almoço com o primeiro-ministro, José Sócrates. Em causa estaria a autonomia do Ministério da Educação para tomar decisões sem a aprovação de José Sócrates. Contactada pelo CM, a assessoria do Ministério da Educação não esclareceu o motivo do atraso.