Quinta-feira, 24 de Dezembro, 2009


(c) Maurício Brito

Até porque não mandei os devidos votos, em tempo, a quem quer que seja. Não é apenas incivilidade, é mesmo falta de tempo e alguma inspiração.

Amanhã espero aqui anotar e mostrar muitos dos votos recebidos e assim retribuí-los de uma forma mais directa e pública.

Visão, 23 de Dezembro de 2009

Um esclarecimento cabal sobre o processo financeiro através do qual o Magalhães se tornou uma arma de propaganda ao serviço do Governo mais do que uma ferramenta pedagógica.

Conhecido o financiamento através das verbas da Acção Social Escolar percebem-se duas coisas: os investimento não foi feito por verbas específicas para o efeito, mas sim cortando nos outros apoios aos alunos carenciados, pelo que o anúncio do reforço de verbas na ASE para os últimos anos apenas servia para encobrir o financiamento da JP Sá Couto, desculpem, da aquisição e distribuição dos Magalhães.

Claro que numa perspectiva isaltina ou valentina, ou mesmo avelino ou felgueirista da coisa, os fins justificam os meios. Só que neste caso os fiuns foram a propaganda eleitoralista do PS e os meios foram o dinheiro para o apoio aos alunos carenciados que, por causa disso, ficaram muitas vezes sujeitos a escrutínios às finanças familiares (sendo mais prejudicados aqueles que menos sabem como fazer cosmética com as finanças) e a atrasos imensos na distribuição de materiais de trabalho diários, como os manuais escolares.

A dança das cadeiras

… como prenda por excelentes serviços prestados à causa:

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
E MINISTÉRIOS DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
Despacho n.º 27390/2009

Nos termos e ao abrigo do disposto na alínea e) do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto -Lei n.º 125/82, de 22 de Abril, ratificado, com alterações, pela Lei n.º 31/87, de 9 de Julho, e com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis n.os 89/88, de 10 de Março, 423/88, de 14 de Novembro, 244/91, de 6 de Julho, 241/96, de 17 de Dezembro, 214/2005, de 9 de Dezembro, e, ainda, pela Lei n.º 13/2009, de 1 de Abril, determina -se que sejam designados como membros do Conselho Nacional de Educação as seguintes individualidades:

Professora Doutora Teresa Maria Sena de Vasconcelos.
Mestre Maria José de Araújo Martins.
Mestre Berta Sousa Furtado Fontes Macedo.
Mestre Maria Rosália Vargas Esteves Lopes da Mota.
Licenciada Maria José Rodrigues Rau Pinto da Silva.
Licenciada Maria Armandina Costa Soares.
Licenciado Armando Trigo de Abreu.

14 de Dezembro de 2009. — O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. — A Ministra da Educação, Maria Isabel
Girão de Melo Veiga Vilar. — O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Rebelo Pires Gago.

Um acordo sério sobre a estrutura da carreira.

Porque duvido que 2ª feira, a proposta que se afirma efinitiva do ME consiga inverter aquilo que não mudou ao longo de um mês. E não chega remover um dos patamares de progressão ou acenar com possibilidades no domínio da abstracção teórica.

Dizem-me que há sindicatos que estão disponíveis para assinar um acordo que contemple a possibilidade teórica de, antes da  aposentação, todos os docentes terem a possibilidade (teórica) de atingirem o topo salarial da carreira.

Eu acho que, se e quando assinarem esse acordo e por muito spin que coloquem em cima da decisão, esses sindicatos assinam a sua certidão de óbito enquanto organizações representativas dos professores.

Percebe-se que a estratégia do ME sorridente é seduzir alguns sindicatos que se consideram igualmente mais sorridentes, para isolar aqueles que sempre acabaram por isolar quando deu jeito antes de 2005. No fundo é uma tentativa de regressar ao passado.

Acho que isso vai correr mal, muito mal.

E vai correr mal porque esse retorno ao passado é impossível e a esmagadora maioria dos professores não vai aceitar que se troque uma divisão hierárquica da carreira em dois patamares funcionais, por uma estrutura da carreira com quatro patamares de acesso restrito para quem desempenha as mesmas funções e até pode ter o mesmo desempenho mas não ter contigente para ascender com os restantes.

Se algum sindicato acha que por aqui pode passar um acordo, pode já ir encomendando as velas.

(c) MVaz