VENI, VIDI, VICI…

OI’S – Afinal…

Concluiu-se um processo. Como não podia deixar de ser. Fez-se alguma justiça dentro de um procedimento injusto – o modelo que se impôs implementar neste 1º ciclo de Avaliação de Desempenho dos Professores.

Impôs-se implementar, num dado momento, noutro já não poude ser assim. Porque tudo o que começa acaba e foi breve o momento em que tudo se lhes foi permitido. Até a ilusão de que podiam ultrapassar a Lei ou a Constituição.

Mas não.

Abusus non est usus, sed corruptela.

Não foi necessário mais demandas do que esperar que justiça se fizesse por si mesma. Tende a acontecer quando há  algum equilíbrio. Gaia, a Grande Mãe, Deusa da Terra,  é sensata, cuida desse eterno equilíbrio onde a justiça é um dos valores fundamentais.

Ainda assim e analisando certos procedimentos nesta última recta final, este gorgolhar moribundo, estertor definitivo, especíiicamente no que respeita ao caso dos professores que não entregaram Objectivos Individuais e no meu caso concreto, foi ainda necessário enviar à Direcção uma minuta com um pedido de esclarecimentos e o resultado da AD (artº 61 do CPA) uma vez que o sr. Director considerou dúbio o conteúdo da mensagem da Sra Ministra da Educação no que respeitava a este assunto. Teria, assim, 10 dias para responder. E assim o fez, como não podia deixar de ser.

Recebi uma carta simples pelo Correio com o resultado da minha avaliação e um post-it amarelo com a mensagem manuscrita: “Por favor, devolver o original ao Agrupamento. Obrigado”. …

Tive Bom com 10, sem OI’s entregues. (não aproveitei a oportunidade para pedir para ser avaliada em duas aulas assistidas – avaliação da componente pedagógica)

Os meus colegas que, como eu, não entregaram OI’s, obtiveram a mesma classificação (também não aproveitaram a mesma oportunidade).

Não faço mais comentários. Não são necessários…

Acabo apenas afirmando que, para mim, sempre foi límpido o caminho a percorrer, por duro que se apresentasse. Se num primeiro momento fiquei contente com este desfecho, num outro fiquei vazia e invadiu-me a tristeza.

Preferia que tudo isto nunca se tivesse passado. Preferia que tudo isto nunca se tivesse podido passar…

Veni, vidi, vici sim, só para que se saiba, só para que não se esqueçam…

Porque a História tende a repetir-se.

Sílvia

Professora, com muita honra