Terça-feira, 22 de Dezembro, 2009


Em que se transformou a ADD no dia de hoje em alguns pontos do país. Eu vou ali jantar e já venho.

Enquanto em algumas escolas as classificações saem em revoada – sendo de assinalar, por fim, o desfecho em Vila Flor de uma situação que já se arrastava há demasiado tempo – em outras acontecem coisas estranhíssimas.

Como num dos casos existem interesses domésticos em presença, tenho evitado abordá-lo em detalhe, mas hoje deram-se desenvolvimentos no mínimo extraordinários que acabarei necessariamente por abordar. Por enquanto, apenas dizer que numa secundária do deserto, pela tarde apareceu uma lista manuscrita (falhou a bateria da máquina fotográfica do colega com quem falei) com nomes de professores para irem recolher a sua avaliação nos serviços administrativos, lista essa omissa em muitos nomes que acabou por desaparecer após bruáááá generalizado. Ao que parece a ditosa Directora ainda pensa que o comunicado ministerial é apócrifo e que uma das passagens se presta a equívocos. Isto há gente para tudo…

Consta que haverá serão para resolver o imbróglio, sendo absolutamenbte vergonhoso que isto se passe na tarde de 22 de Dezembro de 2009, pelos vistos apenas com o intuito de estragar o curto período de interrupção de actividades lectivas e reuniões dos docentes. E depois querem que nas escolas se crie um espírito de grupo em torno das lideranças?

Hoje, dia 22 de Dezembro, a 9 dias do final do ano civil de 2009, data em que todas as fases do 1º ciclo de avaliação do processo não suspenso de ADD deveriam estar concluídas, há escolas e agrupamentos que não comunicaram a classificação a nenhum professor – e nem sequer falo de quem não entregou OI –  impedindo assim que eventuais recursos possam ser apresentados em prazo útil.

Gostaria, por isso, que quem está em tal situação, possa neste post identificar escolas e agrupamentos onde isso se passa. Eu poderia começar por identificar já alguns casos, mas depois ainda me acusavam de fazer uma caça às lideranças indecisas.

VENI, VIDI, VICI…

OI’S – Afinal…

Concluiu-se um processo. Como não podia deixar de ser. Fez-se alguma justiça dentro de um procedimento injusto – o modelo que se impôs implementar neste 1º ciclo de Avaliação de Desempenho dos Professores.

Impôs-se implementar, num dado momento, noutro já não poude ser assim. Porque tudo o que começa acaba e foi breve o momento em que tudo se lhes foi permitido. Até a ilusão de que podiam ultrapassar a Lei ou a Constituição.

Mas não.

Abusus non est usus, sed corruptela.

Não foi necessário mais demandas do que esperar que justiça se fizesse por si mesma. Tende a acontecer quando há  algum equilíbrio. Gaia, a Grande Mãe, Deusa da Terra,  é sensata, cuida desse eterno equilíbrio onde a justiça é um dos valores fundamentais.

Ainda assim e analisando certos procedimentos nesta última recta final, este gorgolhar moribundo, estertor definitivo, especíiicamente no que respeita ao caso dos professores que não entregaram Objectivos Individuais e no meu caso concreto, foi ainda necessário enviar à Direcção uma minuta com um pedido de esclarecimentos e o resultado da AD (artº 61 do CPA) uma vez que o sr. Director considerou dúbio o conteúdo da mensagem da Sra Ministra da Educação no que respeitava a este assunto. Teria, assim, 10 dias para responder. E assim o fez, como não podia deixar de ser.

Recebi uma carta simples pelo Correio com o resultado da minha avaliação e um post-it amarelo com a mensagem manuscrita: “Por favor, devolver o original ao Agrupamento. Obrigado”. …

Tive Bom com 10, sem OI’s entregues. (não aproveitei a oportunidade para pedir para ser avaliada em duas aulas assistidas – avaliação da componente pedagógica)

Os meus colegas que, como eu, não entregaram OI’s, obtiveram a mesma classificação (também não aproveitaram a mesma oportunidade).

Não faço mais comentários. Não são necessários…

Acabo apenas afirmando que, para mim, sempre foi límpido o caminho a percorrer, por duro que se apresentasse. Se num primeiro momento fiquei contente com este desfecho, num outro fiquei vazia e invadiu-me a tristeza.

Preferia que tudo isto nunca se tivesse passado. Preferia que tudo isto nunca se tivesse podido passar…

Veni, vidi, vici sim, só para que se saiba, só para que não se esqueçam…

Porque a História tende a repetir-se.

Sílvia

Professora, com muita honra

Tenho de começar a fotografar outras coisas, estou a ficar chato.