Sexta-feira, 4 de Dezembro, 2009


Martin Solveig com Dragonette, Boys & Girls

A Playboy deste mês traz a cara do Ricardo Araújo Pereira na capa.

Eu acho que coiso.

Assim a modos que não eram preciso serem tão inovadores. Ao fim de 55 anos de revista é a primeira vez que. E logo havia de ser em Portugal

Não havia nexexidade.

E isto é comigo a tentar não pensar na (no?) centerfold.

Não é que uma pessoa compre – comprar?, qual quê!, homem culto só compra o JL com a Paula Rego na 1ª página!!! – a revista pelas moçoilas desnudas que aparecem ali pela capa – alguma vez!!! – mas comprar uma Playboy com a fronha de um gajo – mesmo sendo o RAP, que é uma espécie de MEC para as novas gerações – é a coisa mais próxima de um sacrilégio para um agnóstico militante e retrógrado em termos de opções de género.

Eu acho que o RAP compreende.

Aposto que ele não compraria uma Maria comigo na capa.

Isto é um suponhamos com uma grande dose de potencial acerto.

(pois aposto que ele compra sempre a Maria, porque é a única revista nacional garante divertimento e3 combate o mau humor em cada número, se exceptuarmos aquela gratuita chamada A Família Portuguesa em que todas as pessoas estão MUITO mais felizes do que estavam antes de serem fotografadas e entrevistadas para a revista)

(c) Antero Valério

Não interessa exactamente quem, a menos que a pessoa o queira divulgar, mas mais alguém que não entregou OI e entregou um documento alternativo de auto-avaliação conheceu hoje a classificação do seu desempenho, após longa expectativa.

Inquiria-me, com uma ironia que me escapou de início, se deveria estar feliz.

Eu acho que sim e ele também porque afinal, acabámos por fazer aquilo que entendemos ser o mais adequado e não aquilo que nos quiseram mandar fazer à força.

Ao contrário de quem só olha para as derrotas ou vitórias totais, acho que devemos ganhar ânimo nestas vitórias que podem parecer  pequenas, mas que pelo simbolismo individual e a dureza de um quase corpo a corpo, são quantas vezes bem difíceis de alcançar.

O debate de hoje no Parlamento, tanto entre PS e PSD como entre Sócrates e Portas. Ninguém sai ileso deste abarracamento em que se nota uma natural – ou encenada – incapacidade para funcionar em democracia quando não se tem todo o poder de mando.

Sobre as negociações em torno do ECD

O Francisco estraga o que até é um bom post sobre a proposta do ME com um processo de intenções a colegas, em que me inclui, sem qualquer necessidade para além da acrimónia.

Relembraria o Francisco que, para o bem e o mal, até por ocasião do memorando do entendimento eu nunca chamei traidor a ninguém, palavra que noto ser usada de forma muito leve por muita gente, até porque para trair alguém é capaz de ser necessário eu ter um qualquer tipo de ligação institucional, familiar, afectiva, o que seja, a alguém ou alguma organização.

Aliás eu desafiaria o Francisco, ou qualquer outro leitor do Umbigo a detectar em qualquer post meu a acusação de traição a alguém do lado da classe docente desde que escrevo sobre estes assuntos. Nem a propósito do mais adesivo dos adesivos.

Por isso, não ando a criar clima nenhum para nada. Analiso as coisas pela minha cabeça, não estou envolvido em guerrilhas sindicais, nem na promoção de novos movimentos ou outras proto-oraganizações. Muito pelo contrário.

No DN de hoje surge uma peça em que se acena com o reacender dos protestos dos docentes.

Surgem declarações do Ricardo da APEDE, do Ilídio do MUP e minhas. As minhas foram extraídas do blogue, estando exactas. Apenas em nada apontam para acções de protesto em Dezembro, sendo inclusivamente público e publicado que eu acho que só no início de Janeiro se poderão avaliar devidamente os resultados destas negociações.

Quanto às do Ricardo e do Ilídio, que julgo recolhidas na primeira pessoa, eu faria dois reparos:

Cita-se o Ricardo como dizendo:

“As conquistas sociais custaram muito a alcançar e não podem ser deitadas fora”, alerta Ricardo Silva, que condena ainda o desaparecimento “das consequências das avaliações de mérito para progressão na carreira e para aqueles que não entregaram objectivos nem a auto-avaliação” da mesa das negociações.

Sobre isto eu diria apenas que não me parece que isso seja exacto ou correcto, em nenhuma das vertentes. Apenas há coisas que… como já uma vez escrevi, nem sempre podem espreitar acima das águas.

Já quanto ao Ilídio, surge como tendo afirmado que «as negociações se estão a arrastar mais do que o esperado, sem os resultados esperados

A mim quer-me parecer que as negociações começaram há muito pouco tempo e a crítica que se ouviu antes é que o calendário era muito apertado. Quanto aos resultados, não sendo ainda conhecidos nenhuns especialmente animadores, não é menos verdade que em pouco mais de uma semana não estou a ver como é que as coisas poderiam ser muito diferentes.

Claro que compete aos movimentos funcionarem como grilo falante do movimento sindical, pressionando-o no sentido certo, mas é sempre bom fazê-lo de modo fundamentado e perceptível para todos.

E eu sei que o Ricardo e o Ilídio percebem o que aqui estou a escrever, sem qualquer outra intenção que esclarecer a minha posição pessoal pois, como é óbvio, eu não convoco nem desconvoco nada, apenas sendo minha pretensão perceber se as coisas estão a aquecer o suficiente ou não.

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