Quinta-feira, 3 de Dezembro, 2009


E mais não valerá a pena dizer, porque é conhecido como a ADD no ano lectivo anterior foi feita de bulldozer em punho em longas vias.

A escola tem de repensar novas formas de trabalhar e de aprendizagem

A escola não é a mesma de há 30 anos e precisa de se adaptar às novas realidades e aos novos saberes. Há que encontrar soluções individualmente e não uniformizar o ensino. Esta é a convicção da presidente do Agrupamento de Escolas de Vialonga.

Já agora um detalhe de somenos: não é a escola que deve, em primeiro lugar, repensar novas formas de aprendizagem, são os alunos. Quanto muito a escola e os professores devem debruçar-se – olha o chavão ediquês – sobre a ensinagem.

E agora falta aparecer-me aqui aque vialongo conjuge que gostava de me desancar aqui no blogue até que se cansou de a caravana passar sem lhe ligar.

Há o PAM, com formação a decorrer e a introdução de maravilhas mil no ensino da MAtemática e andamos também às voltas com o novo programa de Língua Portuguesa – homologado em Março de 2009 – que prevê uma nova abordagem da relação interciclos e também a organização da aprendizagem em torno de competências tidas como essenciais.

Em Junho tudo deve estar pronto e as novas planificações para 2010/11 de velas enfunadas.

Vai daí e…

O Conselho de Escolas vai apresentar propostas para a revisão curricular do Ensino Básico, até final do ano lectivo, baseadas em competências-chave definidas pela União Europeia já em experimentação em algumas escolas em Língua Portuguesa e Matemática.

Mas será que no Conselho de Escolas não sabem o que vai acontecendo no mundo? Decidiram fazer propostas para rever o que já foi revisto e está homologado?

Lembram-se de todos aqueles meses de discussão em torno da ilegalidade dos objectivos individuais como fase necessária para a avalição do desempenho à luz do ECD?

Eu lembro-me.

E lembro-me em especial porque sei bem o que se passou em Janeiro e Fevereiro de 2009, como foi complicado gerir um tempo em que os órgãos de gestão mais adesivados marcaram para 19 de Janeiro – data da greve – a entrega dos OI à luz do simplex e a ansiedade que se viveu então e nos tempos seguintes, permanecendo ainda em muitos daqueles que não foram avaliados, sendo-lhes recusada a apreciação da auto-avaliação entregue, à luz de uma leitura que se sabia ser irregular por parte da DGRHE das fases do processo de ADD.

Aliás, há ainda muito(a) director(a) ressabiado que faz por ignorar e prolonga para lá do razoável essa avaliação, com base na inexistência de indicações claras – devem precisar que lhes caia a bigorana dos Monty Python em cima – para o fazer, porque se sentem desautorizados perante aqueles a quem quiseram sacrificar.

Mas a verdade é que, mesmo para um novo modelo de ADD, com ou sem revisão terminada do ECD, o que lemos?

Eu sei que agora já todos clamam que sempre souberam que os OI não eram obrigatórios. Mas a verdade é que, na altura, não foi assim e o Ministério da Educação insistiu quase seis meses num equívoco que só serviu para desgastar a sua já muito estragada relação com os docentes e degradar imenso o ambiente de muitas escolas.

A batalha dos OI, que agora deveria estar encerrada de vez, foi talvez a primeira contra o modelo de ADD e julgo que não será espúrio considerar qu talvez aí o ME tenha sofrido o seu primeiro contratempo sério na investida que fez contra os docentes nesta matéria.

Acabar o ano com a admissão oficial de que os OI são algo não obrigatório no processo de avaliação é uma pequena vitória, uma daquelas que não vale tudo, mas vale alguma coisa. Para valer mais só falta mesmo que alguns directores não finjam que não sabem de nada, porque a verdade é que há quem tenha querido voltar a impô-los nas suas coutadas particulares.

E é importante denunciar isso.

Ler a proposta negocial do ME para a ADD, enquadrando-a no foguetório que têm sido estes últimos 4 anos nesta matéria osicla entre o trágico e o cómico.

Lembram-se quando ridicularizaram – com uns pózinhos de razão – a proposta da Fenprof por apenas contemplar a auto-avaliação para a o processo normal de avaliação?

Quem diria que acabariam com uma proposta em que se pode ler:

(c) Francisco Goulão

(c) Maurício Brito

10 milhões de page-views desde Novembro de 2005 a acreditar no que diz o WordPress.

Umbigo inchado, aguenta todos os cotovelos.

😉

Não fui à reunião sindical que se realizou na minha escola. Fragilizado por um arremedo de síndroma gripal não quis colocar dramas ao colega que da última vez me mandou sair da dita reunião.

Defraudei expectativas, pois à chegada, ao início da tarde, alguns comentários desiludidos deram a entender que estavam à espera de animação e assim apenas ouviram o mp3 de serviço.

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