Recebi da deputada Ana Drago um mail a explicar o equívoco comunicacional nascido com a notícia de que o Bloco já não iria apresentar a votação o seu modelo de ADD. Porque isso não significa a não apresentação da proposta de suspensão da ADD, algo que pode dar uma hipótese a quem no PSD se arrependeu de alguma coisa na sua própria proposta.

Fica aqui a parte principal do mail em causa, descontadas partes de interesse mais restrito.

Decidimos no Grupo Parlamentar do Bloco na semana passada não levar para já o nosso modelo de avaliação à discussão no plenário, e por isso não o incluímos no “menu” dos debates de 5ª feira.

Porquê? Porque está a decorrer a negociação com os sindicatos, porque mais nenhum partido apresentou um modelo de avaliação e este iria ser discutido “sozinho”, e porque na 5ª o que se vai discutir é a suspensão.

Faria sentido que a AR aprovasse um modelo quando as negociações com os sindicatos estão a começar? Creio que não. Pelo contrário – ele seria liminarmente chumbado pelo PS e por toda a oposição, e se as negociações com sindicatos falharem já não o poderíamos reapresentar. Será super-estratégia? Eu diria cautela, e o bom senso de não multiplicar a dissensão numa oposição que está ter uma clamorosa dificuldade em cumprir o único compromisso eleitoral que nos é comum… Neste contexto faria sentido puxarmos da nossa bandeirinha: “aqui está, e é nosso, o único projecto até hoje apresentado”…?

Acontece que os serviços da AR colocaram o projecto de modelo de avaliação na agenda de 5ª feira (contra a nossa indicação), e então saiu uma notícia, pomposa, anunciado que o BE retirava o projecto. Daí os jornalistas acharam que se estaria a passar qualquer coisa… quando não se estava a passar nada!!

Para 5ª feira mantemos e votaremos o nosso projecto de suspensão do modelo de avaliação e o projecto de resolução para revisão do ECD (fim da divisão da carreira).

Não desistimos de nada, e não estamos a negociar “um passo atrás e dois à frente”. Não por sermos puros – mas porque a suspensão é “o” ponto de partida para se sair deste atoleiro em que a condução política da anterior Ministra colocou o debate sobre educação

Aqui fica a história e como parecia que estava a acontecer alguma coisa, mas afinal não se estava a passar nada. E de como os serviços da AR conseguiram fabricar um facto político.

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