Melhor pública de 2008 cai com mudanças de professores

Directora da Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra, explica porque considera que público e privado não são comparáveis. Representante do particular defende os méritos do sector, que também tem “muitos alunos carenciados”

Este ano lectivo, a escola secundária Infanta D. Maria, de Coimbra – a melhor pública no ranking das escolas do DN em 2008 e que passou para quinta estatal – já viu partir para a reforma, em muitos casos antecipada, 42 dos 100 professores que ajudaram a torná-la num caso de sucesso no País.

As contas são de Rosário Gama, directora, e ajudam a explicar o motivo para esta professora considerar que elaborar um ranking em que se combinam os sectores público e privado – com grande vantagem deste último – é “tentar comparar o incomparável”, dada a diferença de realidades.

“Nós tínhamos um dos corpos docentes mais velhos de Coimbra, e eram esses professores antigos que integravam os que chegavam”, explica a líder da escola que, ainda assim, manteve um quinto lugar no sector estatal nas contas do DN. “Dos 100 professores que começaram este ano, 42 são novos. Dos três professores de Português que tínhamos saíram dois. Do grupo de História não ficou nenhum”, conta.