Comprei diversos jornais, com diversos rankings que, no caso do Ensino Básico, não verifiquei se todos dizem o mesmo. Escolhi um jornal para fazer uma comparação, não interessa qual, para não dizerem que estou mesmo a apontar o dedo a alguém em público, embora quem conheça certamente saiba ao que e a quem me refiro.

Conheço bastante bem a realidade das escolas em causa, que são vizinhas, do mesmo concelho, em duas delas da mesma freguesia, com comunidades educativas envolventes muito similares.

Mas têm práticas e estilo de gestão muito diferentes.

A escola onde a prioridade foi a preservação do ambiente de escola e a ADD não foi uma preocupação, sem aulas assistidas nem pretensões meritórias, a classificação final dos alunos ficou no primeiro terço da tabela, pouco a seguir do 400º lugar, bem bom para a população estudantil que serve.

A 500 metros há outra escola, com director precoce, adsivado até à medula e com tiques de tiranete, e implementação da ADD logo no primeiro período, escola de onde é prática enxotarem os casos problemáticdos para aqueloutra. Encontra-se 500 lugares abaixo na talela quase a caminho do 1000º lugar.

Ainda no mesmo concelho há ainda mais um escola, com director vitalício, com adesivagem ecvidente e muita coreografia para o exterior, mas péssimas práticas a vários níveis, desde logo ao nível da evidente desresponsabilização dos alunos pelo seu desempenho disciplinar e escolar. Está quase no fim da tabela, a bordejar o 1100º lugar. Assim como também aderiu com rapidez ao modelo de ADD do ME.

Nada disto surpreende. Quem conhece estas realidades de perto, sabe que a adesivagem de muitos directores impantes de prosápia vai a par de práticas que devem muito à eficácia e a um efectivo serviço aos alunos. Por muito que digam o contrário.

A verdade é que os alunos têm o mesmo perfil socio-económico (retirei desta equação uma escola TEIP próxima) e os docentes não são assim tão diferentes, pois já muitos circularam pelas diversas escolas. A haver diferenças são principalmente ao nível da liderança.

E a pressa e ímpeto na adesivagem são inversamente proporcionais à qualidade do desempenho. Outras comparações como esta seriam interessantes de fazer. Avaliar até que ponto a implementação, em especial da versão complex da ADD, corre a par com im pior desempenho dos alunos nos exames. Até que ponto a ADD nada melhorou, apenas agravando o que era mau.

O que vejo ao meu redor é muito sintomático. Pena que estes senhores directores, tão bons, tão eficientes, tão competentes, não sejam efectivamente responsabilizados pelo mau desempenho – repetido – das suas unidades de gestão.

As desculpas que gostam de arranjar não colhem. Pena é mesmo que a tal da accountability não funcione nestes casos.