Pequeno artigo para a edição de hoje do jornal I, com as vírgulas no sítio certo, que alguém andou a mexer nelas, logo na primeira frase.  😉 

As expectativas eram muitas, por vezes irrealistas, e a ansiedade também. O maior desejo da generalidade da classe docente, para lá da sua filiação partidária, era que os resultados eleitorais terminassem com as políticas desastrosas do anterior governo no sector da Educação e para com os professores.

A noite eleitoral começou de forma desanimadora com as primeiras projecções de resultados, mas com o passar das horas o cenário suavizou-se. A termos fé na dignidade da política e das promessas dos seus protagonistas – vamos fazer esse esforço e ter esperança por uma vez – qualquer solução maioritária de governo implicará fortes mudanças neste sector da governação.

Por vezes as vitórias não são óbvias ao primeiro olhar.

Seja qual for a solução governativa, encontra-se no Parlamento uma larga maioria de deputados de forças partidárias que se comprometeram com o fim do conflito aberto entre o anterior governo e a classe docente.

Mais do que um interesse corporativo, esse é um interesse nacional.

A bem de todos, é bom que se pacifique a Educação em Portugal e que as reformas sejam feitas de forma participada e mobilizadora.

Afinal, é essa a essência da democracia.