Resultados

Por acaso, e depois das apressadas excitações pré-eleitorais e depressões imediatamente pós-eleitorais, a análise dos resultados finais destas eleições até corresponde de forma bem interessante às minhas expectativas.

De um modo quase perfeito.

Vejamos:

  • O PS perdeu a maioria absoluta por larga margem.
  • O PS tem menos deputados do que PSD e CDS juntos, pelo que precisa do apoio activo de, pelo menos, um dos partidos da esquerda.
  • Uma maioria governamental de dois partidos só é possível com o PS e o CDS. Ora, depois de tanto abanar de fantasmas contra a Direita como se o fascismo estivesse à esquina, seria no mínimo patético que o PS se coligasse com a parte mais extrema da direita parlamentar.
  • À esquerda uma maioria absoluta só é possível com a conjugação dos votos das três forças partidárias (PS, BE, CDU), o que pode impedir fáceis arranjinhos de conveniência.

Ao contrário de quem se entusiasmou ou deprimiu depressa demais com vitórias de Pirro ou derrotas aparentes eu acho que estes resultados são muito interessantes e, ao contrário das carpideiras da ingovernabilidade, acho que pode nascer aqui qualquer coisa nova em termos de governação.

Não necessariamente má. Pelo contrário. Para o país em geral e para os docentes, em particular.