Dificilmente Maria de Lurdes Rodrigues, ou alguém a seu mando directo, lavraria prosa tão inflamada como a que Paulo Chitas assina na Visão de hoje. O que está em causa nem sequer é a confusão entre informação e opinião num texto em que se pretende fazer o ponto da situação.

É pura e simplesmente atropelar os próprios números que se apresentam. Repare-se como o quadro sobre o investimento em educação se percebe o súbito desinvestimento em 2006, com a primeira queda da década e nada suave. Mas Chitas diz que o investimento foi estável.

Estranhamente, e porque os dados orçamentais estão disponíveis até 2008, a série chega apenas até 2006.

Porquê?

A OCDE deu a resposta esta semana. O investimento em Educação desceu para 5,6% do PIB em 2006 e de lá para cá a evolução deixa muito a desejar…

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