Novamente de forma muito simplista, limitei-me a comparar os efeitos de manter a série estatística no ano escolhido (1996/97) pelo Governo e ME para apresentar ao povoléu sobre a evolução do insucesso nos Ensinos Básico e Secundário e de puxar a série para o primeiro ano disponível nas publicações oficiais do GIASE (1993/94), que já apresentei mais abaixo.

Usando agora exclusivamente os dados para o sector público encontramos os seguintes resultados numa apresentação gráfica que até nos faz chorar de tão apressada e amadorística:

InsucessoSpin3As diferenças são significativas e no caso do Ensino Secundário é mesmo brutal porque significa que em vez da redução do insucesso para menos de metade, o que aconteceu foi um ganho inferior um quinto. No caso do Ensino Básico a diferença é menos substancial, mas mesmo assim atinge quase 10%.

Em termos gráficos podemos obter as seguintes representações, para consumo imediato:

InsucessoSpin4InsucessoSpin5

Se no caso do Ensino Básico a quebra passa de 8,8% para 6,8%, no caso do Ensino Secundário passa de 18,6% para 3,9%. É quase uma diferença de 5 para 1.

E assim se torna possível desmontar parte dos números apresentados para iludir eleitor a um mês das eleições sobre o insucesso escolar, escondendo que se seleccionou um ano especial para proceder ao ponto de partida da comparação.

Lá está: os números são reais, mas só até ao ponto em que os soubermos recortar a preceito dos interesses mistificadores do calendário eleitoral.

Amanhã há mais.

Stay tuned.

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