Na apresentação feita pelo ME dos dados sobre as matrículas nos 9º e 10º anos e conslusões do 9º ano existem diversos aspectos que me espantam nop contexto da manobra propagandística desenvolvida hoje.

Vejamos os quadros em causa (pp 2-4 da apresentação original).

Insucesso6Insucesso3Insucesso4

Coloquemos então algumas dúvidas que acho pertinentes:

  • Porque será que na análise do insucesso o início da série de dados corresponde a 1996/97 e estes dados remetem apenas para 2000/01? Algum critério especial para a escolha?
  • Porque será que se opta por misturar o ensino público e privado, ficando sem se perceber se o aumento do número de alunos se deve a uma melhor captação por parte do ensino público se fiica a dever-se ao aumento da parcela do ensino privado?
  • Porque será que o mesmo acontece com a determinação dos níveis de (in)sucesso?
  • Porque será que estes dados não surgem contextualizados – eu sei que dava muito trabalho e estragava a leitura – com os dados demográficos das respectivas coortes de alunos, desde a taxa de natalidade ao número de alunos que iniciaram o ensino básico 9 anos antes?

Não quero com isto negar a realidade dos números agora apresentados com pompa e circunstãncia. Apenas me parece que há critérios oscilantes na forma como são tratados e apresentados. Algo que não é raro nos dossiês fornecidos apenas a alguns órgãos de informação e não sujeitos previamente a contraditório.

Advertisements