Insucesso5

Não há que ter nenhuma dúvida a esse respeito. Desde 2006 que o sucesso no Ensino Secundário tem vindo a ser galopante. Não há forma de dar a volta à coisa. Se é verdade que a quebra no insucesso tem o seu início em 2001/02 e 2002/03, não há que negar que desde 2006/07 os ganhos são substanciais.

O fenómeno corresponde ao triunfo dos cursos EFA neste nível de escolaridade, uma espécie de currículos alternativos para chegar ao 12º ano.

Não vou entrar na discussão do eventual facilitismo existente nestes cursos. O termo presta-se a equívocos desnecessários. Uma coisa é inegável, mesmo se paradoxal: é mais fácil e rápido um aluno abaixo da média concluir um curso EFA com sucesso,  do que um aluno mediano fazer o Ensino Secundário regular.

O resto é conversa fiada sobre o aumento da qualificação da população portuguesa.

Há estudos que demonstrem que a este aumento da certificação e diplomação aos molhos corresponda uma maior qualidade das aprendizagens ou, já agora, cacapacidade de inserção no mercado de trabalho?

Já fizeram um inquérito a sério sobre a opinião dos empresários e empregadores acerca do que acham de quem lhes aparece com estes diplomas (tal como das Novas Oportunidades)?

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