Foi interessante a forma como os repsonsáveis pela BlogConf tentaram explicar o falhanço de uma iniciativa destinada a visar a blogosfera, mas que depois não teve transmissão online.

Perante a intervenção mais acutilante da sessão, notou-se o incómodo e as movimentações. Notou-se ainda como Paulo Querido tentou desvalorizar o flop da transmissão, enquanto valorizava o hype de referências ao evento na blogosfera e tuítadas.

Agora fica-se a saber um pouco melhor o que efectivamente esteve na origem de tudo.

Como habitualmente, apenas o desejo de controlar tudo e prevenir tudo. O que também explica a presença de assessores camuflados e a enorme preocupação de Paulo Querido em dar como um grande sucesso o que foi, como de costume, uma acção de pré-campanha eleitoral preparada ao milímetro pelo Poder.

Sócrates implacável com sapos

Já se sabe que as coisas não correram nada bem na sessão de propaganda ou de esclarecimento promovida por José Sócrates com alguns dos blogues mais conhecidos da blogosfera portuguesa. A coisa prometia transmissões em directo e mais umas tantas novidades para mostrar até que ponto o choque tecnológico, uma das pérolas deste Governo, estava a funcionar em pleno.

Acontece que, por motivos ainda por esclarecer, a sessão deu para o torto e falhou redondamente mesmo nas barbas de Carlos Zorrinho, o homem que dá a alma e o corpo pelas novas tecnologias. Azares que podem acontecer a qualquer um. Mas aconteceu outro incidente inesperado na sessão. Horas antes, o canal Sapo da PT anunciava com orgulho a transmissão em directo do debate.

Acontece que mesmo em cima da hora, quando Sócrates já estava na sala com os responsáveis dos blogues convidados para o espectáculo, Luís Bernardo, assessor do primeiro-ministro, proibiu o canal da Portugal Telecom de fazer fosse o que fosse. E, à boa maneira deste Executivo, o autoritário Luís Bernardo não deu qualquer explicação aos perplexos sapinhos. Manda quem pode, obedece quem quer.