Miguel Vale de Almeida tem, no mínimo, uma qualidade. Saí-lhe da boca aquilo que verdadeiramente o motiva:

Por que aceitou ser candidato a deputado pelo PS?
Tinha muita vontade de intervir politicamente ao nível dos órgãos de soberania onde as coisas se decidem. Já conclui a fase de pregar aos convertidos e agora sinto a necessidade de falar aos que ainda não estão convencidos. O que me seduz mesmo – e provavelmente vou-me desiludir – é a ideia parlamentar. No BE fartei-me muito depressa, e a principal razão da minha saída foi um certo cansaço de viver num partido organizado.

Mas também tem a parte cómica, que é considerar como alternativo, o apoio ao partido que está no governo com maioria absoluta, com o mandato mais longo até ao moemnto em democracia:

A débâcle eleitoral do PS nas europeias deu-me – e a outros – uma motivação para apoiar o que é realisticamente uma alternativa e tentar complementá-la com outro tipo de pessoas e ideias.

Anota-se ainda o uso cosmopolita do termo debâcle.