UMA PROMESSA “GENIAL”

O Aparelho Socialista, na sua versão “neo-graxista”, em vez de dar descanso àquelas cabeças que estes quatro anos desgastaram com tanto estudo, tanto ensaio, e tanto decreto que só podem estar saturadas e desnorteadas, resolveu entrar numa onda infinita de promessas que, ou muito me engano, ou vai desfazer-se, mais tarde ou mais cedo, numa vasta manta de espuma.

Com aquele ar soberano de reis-magos carregados de prendas, os socialistas vieram agora, meio a brincar meio a sério, prometer aos jovens casais que, se trabalharem com todo o afinco ( e consequente prazer), no aconchego da sua cama, cada um dos  novos rebentos  tem conta aberta no banco, no valor nominal de duzentos euros limpinhos.

Não venham dizer agora que o governo de Sócrates não tem preocupações sociais. Duzentos euros por cada “raparigo”, é obra! E agora acrescentem-lhe os milhares de cêntimos que a “conta  pró- natalícia” irá somar em juros a prazo  obrigatórios…

Mas não devem esquecer que há sempre um “mas” nas coisas boas da vida. E neste caso, a “areia no sapato” é o tempo que a continha do pequerrucho deve permanecer inviolável. Uma porrada de anos! Dezoito, mais precisamente!! Chiça!!!

Talvez o que Sócrates pede, bem vistas as coisas, nem será nada demais. Basta ter paciência, e esperar. Com a possibilidade de, ainda por cima, engrossar ( um pouquinho que seja) a maquia.

E olhem que o raio da ideia até tem o seu “quê”de genial. Senão vejamos: O Estado dá 200 euros por cada nova criança, não é? Ora, o casal, para além do milagre divino lhe “oferecer” a criança, vê o milagre de Sócrates depositar duzentos euros numa conta bancária, em nome da dita! E, assim, do pé para a mão, o casal fica um pouco mais rico.

Mas, e o Estado não fica mais pobre?

Pois aí é que está a genialidade da coisa:  Sócrates dá 200 euros por cada criança, não é? Contudo, esse mesmo dinheiro lá continua alegremente a circular por quem o “sabe fazer circular”, digo eu. E os pais da criança, em geral, ( excepto os que também mexem bem no dinheiro) não podem, com muita pena deles, gastar o dito numas botinhas para a criança que já sabe andar de pé; nem lhe podem comprar os livros quando for para a escola; e nem mesmo, na mesada do décimo ano, pode dispor do dinheiro!

E agora uma pergunta: Será que quando puderem levantar a desejada oferta, a continha do menino, que até já namora, não estará, nessa altura, enigmática e surpreendentemente, a zero? É que o gerente, poderá ter ido compulsivamente para a reforma, se fizer como “aquele que emprestou dinheiro, sem qualquer garantia, a um amigo político, que tinha estado no governo, no tempo de Sócrates.

E agora digam quem pagará à ex-criança  o dinheiro que todos juravam a pé juntos que lhe pertencia, SÓ a ela…

Cunha Ribeiro