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A entrada das mulheres no ensino não rsulta, como tem sido muitas vezes defendido em textos sociológicos, da sua inclinação para a educação das crianças e dos jovens, por sua vez atribuída a uma suposta natureza feminina, mas resulta de múltiplos e diversos factores, entre ops quais se salientam o diminuto leque de opções de emprego para raparigas no mercado de trabalho, a necessidade de começar a trabalhar cedo na vida para prover às necessidades económicas das famílias de origem, a procura de estabilidade e a influência sociocultural e familiar.

As construções identitárias das mulheres evidenciam uma grande diversidade de posicionamentos, inviabilizando qualquer pretensão de uniformização sob a égide de uma hipotética irmandade de género. (p. 334)

Gosto de conclusões  híbridas, que fogem aos clichés da fraca sociologia. Neste caso sobre a femiização do ensino e em particular da liderança educativa, tema que eu próprio estudei muito ao de leve, com conclusões não muito diversas.