É natural que todos queiramos ser os primeiros em qualquer coisa. A ter uma ideia, a chegar a um belo local desconhecido, a descobrir qualquer novidade científica, até a marcar uma greve ou uma manifestação.

Ou não.

Tudo depende.

O mais importante, quando pensamos bem, não é ser o primeiro a fazer algo, mas talvez o primeiro a fazer isso bem. Embora por vezes ser o primeiro a lançar uma ideia, suscite o debate  dele nasçam hipóteses mais viáveis e interessantes do que a inaugural.

Vem esta divagação a propósito da aparente pressa e ânsia que está a haver em alguns meios quanto a marcar já a data de acções de contestação dos docentes em Setembro.

O MUP começou por aventar o dia 26 de setembro, mas perante a marcação das eleições legislativas para dia 27, surge agora o PROmova a sugerir a 6ª feira, dia 25, para uma greve e manifestação. A APEDE está, neste caso, mais circunspecta.

Neste momento, acho prematuro estar já a marcar datas, a menos que seja como forma de polarizar desde já a discussão.

Estas coisas precisam de um processo de maturação muito próprio, sendo que neste momento estão ainda por sentir-se os efeitos mais perturbadores do processo de avaliação do desempenho, de instalação do novo modelo de poder nas escolas e agrupamentos, para não falar dos próprios concursos.

Para além disso, encostar a data da manifestação ao dia das eleições, cheira a remake do que se passou nas europeias, mas sem sabermos se a História se repete ou repetirá.

E, por causa dos timings, optar por uma greve à sexta-feira, na terceira semana de aulas é capaz de precisar de alguma afinação.

Chamem-me cauteloso, tacticista. o que for. Apenas acho que estas coisas p+recisam de amadurecer antes de se dizer que estão prontas para ser colhidas.

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