Desculpem voltar ao mesmo tema, mas é algo que considero fascinante e digno de maior atenção pelos estudiosos dos novos métodos e tendências das dinâmicas organizacionais, das novas lideranças em matéria de recusos humanos e mesmo de uma concepção inovadora da avaliação do desempenho.

  • Como é possível um profissional autoavaliar o seu desempenho antes do mesmo ter chegado ao fim de uma das suas principais fases? Como é possível um professor fazer a sua autoavaliação quando as aulas nem sequer acabaram, as reuniões de avaliação por fazer, vigilâncias de exames, de serem conhecidos os resultados de provas de aferição ou sequer de ter começado a desempenhar as suas tarefas pós-lectivas? Parece estranho mas é o que ocorre em escolas e agrupamentos que pediram a entrega da ficha de auto-avaliação aos seus docentes durante a primeira quinzena de Junho, ou até ao final desta semana ou mesmo da próxima.
  • Do mesmo modo, como é possível a um profissional acompanhar devidamente o seu processo de avaliação e classificação, se lhe pedirem a dita autoavaliação quando já está a exercer em outra escola e/ou agrupamento? Ou então – em alternativa mais risível – quando lhe pedem isso para a data limite destinada legalmente para todo o processo – prazos de recurso incluídos – estar concluído? Será que já repararam que, nesse caso, o resultado final da avaliação já cairá em Fevereiro de 2010, penalizando ainda mais os docentes que já deveriam ter progredido na carreira, mesmo pelas novas regras, durante os primeiros meses de 2009 e ficam praticamente um ano à espera disso?

Isto para não falar em objectivos individuais sacados por todas as maneiras em qualquer data, desde que (a)pareça uma data oficial mais ou menos decente, para não dar nas vistas e para que alguma inspecção que por lá passar tenha a possibilidade de não ver o que efectivamente se passou.

Mas é tudo isto que se está a pasar num significativo número de escolas, desculpem, unidades de gestão educativa, do país, com o beneplácito quase generalizado das chamadas entidades competentes. Tipo Constâncio.