É óbvio que as considerações que se seguem são de minha exclusiva lavra, mas resultam naturalmente das conversas tidas com os outros autores do documento, com quem o não quis assinar, quem não se sentiu totalmente para o fazer e mesmo com os críticos desta posição, incluindo os que apareceram a comentar no blogue.

Vamos lá:

Este texto reafirma a nossa posição quanto à não entrega da FAA, deixando em aberto a possibilidade nada ser entregue ou algo ser entregue, seguindo o modelo anterior, uma sua variação ou um tipo de documento completamente alternativo.

  • Os autores e signatários originais do documento sabem as potenciais consequências desta tomada de posição e dos seus actos e tudo isso já foi exposto neste blogue. Só quem tenha má fé dirá que escondemos que está em jogo a não-progressão na carreira e um eventual procedimento disciplinar (embora nisso o ECD seja completamente omisso, algo que também foi assinalado no parecer elaborado por Garcia Pereira não apenas para o caso dos OI).
  • Quanto ao que pretendemos dos nossos colegas? Apenas que ajam em liberdade e em consciência. Nada mais. Um comentador que não se assume abertamente tentou elaborar algo sobre o facto de fazermos um apelo dizendo que o não é. Que vários de nós somos de História e somos muito sabidos, mas ele soube detectar isso. Estáááá beeemmmm…. O que está escrito, está escrito. Não está por escrever. E tem signatários, não tem silvas desconhecidos (há Silvas assumidos) e sapos feios a assinar. Quem quiser saber o que queremos pode dirigir-se-nos. Não nos acobertamos sob qualquer manto invisível. Já agora, nesta posição em nenhum momento qualificamos quem não concorda connosco ou fizer algo diverso.
  • A questão do «cumprimento da lei» é interessante, em especial na perspectiva (errada, em minha opinião) assumida pelo Rui Correia. Diz ele que temos apelado ao cumprimento da «lei» em alguns momentos e que agora estamos a fazer o contrário. Ora bem, isto só seria válido se andássemos a fazer isso com o mesmo diploma legal. Pelo contrário, a posição que a maioria de nós assumiu (e escrevo assim para não comprometer todos, pois não os consultei sobre isto) foi a de que o simplex é ilegal por ser inconstitucional, nomeadamente por ferir princípios básicos da ordenação jurídica de um Estado de Direito, desrespeitando a hierarquia das fontes do direito. Em nenhum momento apelámos ao cumprimento do simplex para agora fazermos o contrário. e é aqui que o rui se engana, pois mistura situações diversas. Pelo menos no meu caso, o argumento fois empre que este modelo simplificado é inconstitucional. Mandariam o bom senso e os bons costumes que se cumnprisse a lei antes e refilasse depois. Pois… parece que é isso que o Me quer, para poder em Setembro apresentar números de cumprimento do modelo de ADD. Ora bem, neste caso, não pdoerá alegar 110% ou mesmo 100% de cumprimento. É pena, mas é assim.
  • Por fim, temos o facto de se alegar que os cidadãos não podem escolher as leis que lhes apetece cumprir. Pois, mas neste caso as consequências do incumprimento só a nós prejudicam. Até parece que vamos levar algum banco à falência ou algo parecido. Pensando bem… se o fizessemos talvez fossemos objecto de nacionalização e tudo se resolvia.

Mesmo, mesmo um detalhe adicional e final: que aqueles que apoiaram o desrespeito explícito da lei nos tempos do buzinão e deram a cara por isso, não venham agora alegar que não sei o quê e que mais. Carecem de autoridade moral para isso.