Vou ceder aos desejos do Francisco Santos e multiplicar links para o seu interessante e reflexivo blogue.

A estórinha é assim: o Francisco (e)laborou uma prosa rebuscada para tentar justificar a entrega da ficha de auto-avaliação. A argumentação é simples: já me levaram muito dinheiro, não me levam mais e eu quero aquilo a que tenho direito. A justificar diz que a lei é para cumprir, como qualquer spin-doctor do ME. Tantas palavras só para isto. É o chamado contestatário do papel selado. Podia defender a sua posição e ponto final mas não, decide investir contra quem ele adivinha que não se aquieta com 100 ou 200 euros a mais por mês.

Perante isso eu comentei:

Gosto quando os “puros” argumentam contra a “pureza” chamando-lhe nomes.

Francisco, falta de tintins não é pecado.
Assume-a e não se fala mais nisso.

Não estou aqui num concurso de estilo e bom gosto e de quando em vez apetece-me fugir do guiãozinho do bloguista de melena baixa.

tintin

Acho que o comentário é o que é, tem lá o meu nome e disso não me avergonho. Já ao Francisco parece que tiniram em qualquer coisa sensible (percebo-o…) e vai daí escreve isto:

Era uma vez … um professor muito importante … uma verdadeira referência para a escola do séc. XXI … com uns tintins descomunais com os quais, como é óbvio não pretendo competir … que resolveu vir para o meu blogue despejar enormes quantidades de fel, por se sentir preso na armadilha que ele próprio criou.

Como este é um espaço em que a decência e o decoro ainda têm lugar de relevo, sinto-me na obrigação de a partir de hoje bloquear o acesso desse senhor, até que o professor dos tintins grandes me peça publicamente desculpas pelos disparates infantis que aqui deixou nos comentários.

A acompanhar incluiu uma imagem testicular que – provando o meu ponto – acabou por retirar mais tarde.

Pelo caminho não percebeu que em nenhum momento falei em dimensão, mas em tê-los ou não. O Francisco chegou a colocá-los online, mas depois abdicou disso. Percebeu que toda a sua argumentação purista cairia pela base com tal aparato imagético-sensual no seu blogue.

Eu, se fosse tipo sensato e dado a fingir que não via, poderia deixar a coisa passar-se sem destaque, mas ele hoje ufanou-se em galo de crista levantada.

Ora bem: não acho que deva desculpas a ninguém, muito menos a um vestal púdico, cheio de pruridos, capaz das maiores traulitadas em forma de retórica, mas que se ofende perante uma mera alusão banda-desenhística com segundo sentido duvidoso. Acho que, pelo contrário, devo destacar a atitude censória do caríssimo colega e dar-lhe destaque de forma a fazê-lo erguer a sua pujança bloguística.

Obviamente, nunca mais consegui que ele me autorizasse qualquer comentário, incluindo um mero «passou-se».

Mas o Francisco é assim. Coloca-se em bicos de tamancas a tentar chegar-se à frente, sem perceber que continua na rectaguarda da vanguarda, ou será na vanguarda da rectaguarda?

tintintintintintin

Adenda: Não me venham agora com aquela do «blogue de referência», se isso significa que eu nem me posso divertir um ‘cadito

Anúncios