E voltamos ao problema das sondagens e da sua utilidade ou fiabilidade.

Os resultados disponíveis às 22.30 são os seguintes:

Europeias2

Os resultados de diversas sondagens feitas nos últimos dias, via Margens de Erro eram estes:

Table1a

Com base neles e num interessante exercício prospectivo o para mim excelente e insuspeito Pedro Magalhães fazia esta previsão:

Table3a

Ora bem, a mim quer-me parecer que em tudo isto há algo – certamente mais do que desejaria – que não bate certo.

Eu compreendo falhas de alguns pontos percentuais. Para isso há a tal coisa do intervalo de confiança e a estórinha do empate técnico.

Mas falhar por 10% (que significa uma falha de quase 30% no contexto da votação num partido) no caso do PS e, depois de tudo o que sabemos sondagem após sondagem em todas as eleições, projectar metade da votação no CDS?

Se há explicações para isso, pós-eleições e se são recorrentes as justificações, porque as não incorporam nas análises pré-eleições?

Porque começa a ser demasiado recorrente certo tipo de erros, certos tipo de desvios sempre nos mesmos sentidos.

Começa a ser legítimo perguntar até que ponto isto não é mesmo e tão só um negócio.