Para alguns a discussão parece encerrada, para outros nem tanto. Nas últimas duas semanas o assunto foi debatido em circuito restrito entre uma vintena de amigos e colegas, reavaliando opções, pesando prós e contras das diversas atitudes passíveis de ser tomadas. Existe mesmo um texto base, com revisão variada, para ser apresentado como posição comum de uma mão-cheia alargada de gente com pêlo na venta, salvo o devido respeito pelas senhoras envolvidas.

Recapitulemos as opções em aberto:

  • Entregar a ficha de auto-avaliação nos moldes propostos pelo ME. Significa aceitar o modelo sem ondas, tratar da vidinha, seguir em frente e esperar por melhores dias, caso não seja o acto fundamentado em profunda convicção e adesão ao modelo.
  • Entregar a ficha de auto-avaliação com a declaração de objecção de consciência proposta pelos sindicatos. Significa mais ou menos o anterior, tirando a parte da convicção e acrescentando argumentos como «já me levaram muito dinheiro nestes anos de congelamento» ou «afinal é o que está na lei» ou outras coisas assim. É uma solução que fará ondas para todos os lados, com os sindicatos a contarem as declarações para o lado esquerdo e o ME a contar quantas fichas foram entregues, para o direito. No fundo ganham todos um pouco e a vidinha segue o seu curso.
  • Não entregar a ficha de auto-avaliação, substituindo-a por um documento alternativo de balanço da actividade docente desenvolvida no último biénio ou desde o último documento entregue ainda antes deste ECD estar em vigor. Desvantagem óbvia: não progredir na carreira e eventual procedimento disciplinar. Desvantagem acessória: por não estar contemplado na lei o PCE/Director pode não o aceitar e não contar para nada. Vantagens: marcar clara recusa deste modelo de ADD mas não negar a necessidade de entregar um balanço crítico das actividades. Para isso convém ceder pouco à mera descrição e auto-avaliação complacente, mas remeter para o contributo pessoal para a concretização dos objectivos definidos no PAA e no PE da escola/agrupamento.
  • Não entregar a ficha de auto-avaliação, nem mais nada. Desvantagens principais similares á anterior, mas a vulnerabilidade à crítica que «não querem é ter trabalho, nem ser avaliados». Vantagem: demonstrar de forma clara e radical a recusa em aderir a este modelo de ADD.

Como já dei a entender, a minha posição já está praticamente definida há muito e a seu tempo a divulgarei, em termos individuais ou colectivos. Mas, até lá, gostaria de saber o que pensam sobre isto, podendo ser deixados comentários ou serem enviadas reflexões pessoais sobre este tema para publicação. Até lá também voltarei a colocar uma sondagem online acerca desta questão.

Se repararem deixei voluntariamente de fora a questão da entrega ou não dos OI, porque pode haver quem os entregou com receio e agora queira voltar atrás nessa atitude ou quem os não entregou mas queira ser avaliado.

Tudo é possível, admissível e (quase) legítimo.

Agora é a vossa vez de dizerem de vossa justiça…

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