2659a.(c) Antero Valério

E acredito sinceramente que serei surpreendido por uma das maiores manifestações de sempre de uma classe profissional. Não sei quantos seremos, mas sei que seremos muitos mais do que alguns esperam. Acredito que seremos menos do que em Março e Novembro, mas uma luta tão prolongada faz sempre baixas de diversos tipos.

Vou certamente cansado, por certo não muito entusiasmado e não vou ocultar que até vou à custa do não cumprimento de uma espécie de promessa feita em finais de 2008 quando afirmei que não voltaria a descer, durante este mandato, pela 3ª vez a Avenida, nem mesmo só para tirar fotos. Quem me é mais próximo sabe que não sou dado a estes ambientes de festa e que o faço um tanto ou quanto em esforço. Feitios. Defeitos.

Não sou derrotista, pelo contrário, pois se o fosse não me daria ao trabalho, estaria a preparar a fichinha de auto-avaliação e seguia a vidinha sem problemas de maior.

Mas acho que é um imperativo ético e de coerência voltar a Lisboa, já que foi convocada nova manifestação, dita do Adeus. Claro que preferia algo mais.

Confesso que não me choca quem fique em casa por convicção, cansaço ou desilusão.

Como não me incomoda nada que quem entregou os OI por convicção ou receio apareça. Até quem pediu classificações de «mérito».

Quantos mais melhor.

A quem achar que esta minha declaração é pouco eufórica, apenas direi que a maior parte dos que passam por aqui não o fazem certamente à espera de serem enganados ou de peças de propaganda.

O meu estado de espírito não é único. Há tantos outros como eu. Mas estaremos lá.

Já de madrugada e no Domingo, o balanço.