Alexandre Ventura tem um problema qualquer com a produção de opinião independente, não paga e alojada nas instalações do ME.

Também gosta de fazer repetidas acusações vagas e pouco corajosas acerca daqueles que consideram os responsáveis pelo «ruído» em torno do processo de avaliação dos docentes.

Vejamos a sapiência exposta sobre o que falhou em tudo isto:

Houve neste processo, como provavelmente em nenhum outro relativo à avaliação, uma mediatização, através de órgãos de comunicação e dos blogues que, em alguns casos, serviu para desinformar e adensar receios das pessoas. Instalou-se um clima de conflitualidade que foi aproveitado com diferentes intenções por agentes que estavam dentro e fora do sistema.

Se repararem com atenção, Alexandre Ventura nunca concretiza nenhuma acusação, preferindo a névoa de que acusa aqueles que não nomeia. «Alguns casos», «diferentes intenções», «fora e dentro do sistema».

É tudo e nada.

Ficamos sem saber se Alexandre Ventura está dentro ou fora do sistema e se é um agente ou não. Se tem intenções diferentes ou apenas iguais.

Mas o problema foi a comunicação social e os malditos blogues.

Porque a classe docente é estúpida e não sabe distinguir o verdadeiro do falso.

Porque andámos a enganar as pessoas quando se publicitaram documentos e comportamentos do ME e eles puderam – e não foram – desmentidos.

Mas uma pergunta ou duas eu deixaria a Alexandre Ventura, já que parece ler com atenção os blogues:

Considera o CCAP como «boas práticas» aquilo que as CAP de Santo Onofre e Freixianda fizeram, recalendarizando a entrega dos OI para finais de Maio ou mesmo mais tarde? Se Alexandre Ventura considera que não faz sentido existir avaliação sem definição de objectivos, considerará fazer sentido este tipo de prazos? Não seria interessante convidas estas 2 unidades de gestão para case-studies a incorporar no estudo em desenvolvimento sobre o modelo de ADD?