O documento tem origem no próprio secretário de Estado:

Vinculos

Nos últimos dias assistimos a um alarido generalizado quanto ao facto de esta medida, já conhecida para a região centro, significar a suspensão da sua aplicação aos docentes e não a revogação da lei 12-A.

Muitos destes protestos têm origem nas mesmas pessoas e grupos que ainda agora pedem a suspensão do modelo de avaliação do desempenho dos docentes.

Ao que parece, não notam a ironia de clamarem pela suspensão de algo que pode ser revogado pelo ME, mas depois clamarem pelo facto de apenas ser suspensa a aplicação de algo que o ME não pode revogar, visto não ser o autor do diploma e nenhum despacho poder reevogar uma lei da República.

Eu percebo o incómodo.

Sobre o assunto, e sem nunca entrar em grandes detalhes sobre as implicações práticas (que as há, num futuro não imediato) da transformação do vínculo, sempre disse que esta transição não era possível sem a revisão do ECD.

Disse-o, escrevi-o repetidamente, por isso fui criticado por diversos quadrantes que parecem achar que a estratégia da fumaça é a ideal para manter a malta em fogo lento e com receio. Acham que isso ajudará à «mobilização».

Ora eu acho que não. Não ajuda nada, antes pelo contrário. Amedronta, numa fase complicada e cansativa do ano lectivo.

Mas eu percebo a estratégia. Eu também percebo a origem dos erros dos meus alunos. Não é por isso que marco como certa uma resposta errada a uma questão.

Só que nunca gostei de mistificações e idas ao engano.

No contexto actual, e por muito brilhantes e sofisticadas que tenham sido algumas análises em que defensores dos docentes se puseram ao lado das escolas mais papistas, eu continuo a achar que não se pode aplicar o artigo 109º da lei 12-A aos docentes.

Que outros agora façam rodopios para adaptarem as suas posições é apenas anedótico.

Que lutem pela suspensão do modelo de ADD, mas depois citiquem a suspensão da mudança de vínculo.

Devem existir duas definições de suspensão, mas eu apenas só conheço uma…

Nota final: Eu poderia dar nome aos rapazes (que não me lembro de raparigas…), mas depois eles ficam todos abespinhados e lá se chateiam todos comigo outra vez, de uma ponta à outra. e eu tenho mais que fazer… quem quiser que veja se a barretina lhe serve.