O artigo é interessante, mas é nota-se a forma como o auto-elogio aflora, com escasso pudor, em quem agora se sente no lugar de cátedra.
Superprofessores contratados para ensinar alunos rebeldes
(…)
“Não é uma ambição ao alcance de todos”, avisa Armandina Soares, presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Vialonga, em Vila Franca de Xira. Só para os que conseguirem ser professores, mediadores culturais, directores de turma, formadores, assistentes sociais, psicólogos, gestores e administradores. Tudo ao mesmo tempo e, mesmo assim, não chega. Há também que dominar as novas tecnologias, participar em colóquios, seminários e conferências em Portugal ou no estrangeiro para as probabilidades aumentarem. Doutoramentos, mestrados, cursos de formação e reciclagem e ainda muita experiência em escolas problemáticas são as condições finais para garantir a selecção.
(…)
Cursos, experiência profissional, habilitação académica, actividades extracurriculares ou cargos de gestão, tudo contou para conseguir entrar numa das 167 escolas incluídas nos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Cada valência é como um cromo de caderneta – quantos mais coleccionou, maiores foram as hipóteses de chegar à última etapa da selecção – a entrevista.“Foi o momento determinante para convencer o júri”, defende Margarida Góis, presidente do conselho executivo do Agrupamento da Trafaria, em Almada. Foi a altura em que o júri avaliou se o candidato tem ou não perfil para dar aulas numa escola de risco: “A personalidade teve mais peso do que a habilitação profissional pois, à partida, todos os que percorreram o caminho até à entrevista são professores muito experientes.”
Para chegar à última etapa, os concorrentes jogaram todas as cartadas até ficarem em pé de igualdade. O desempate entre finalistas aconteceu olhos nos olhos. “Capacidade de comunicar ou de relacionar-se com os alunos e colegas são alguns dos principais aspectos que avaliámos durante a entrevista”, conta Margarida Góis.
Mas, enquanto o candidato esteve sentado frente aos cinco membros do júri outros imprevistos surgiram: “Colocámos cenários de indisciplina ou de apatia entre os alunos para o docente encontrar algumas soluções a médio e longo prazo.” Cada aspirante usou intuição e tudo aquilo que aprendeu nos cursos, nos mestrados, nos seminários ou em qualquer outro lado para provar aos jurados que não é apenas um professor. É sobretudo, um superprofessor.
Nota-se um certo prazer em exigir-se aos outros o que…
Já trabalhei em TEIP, tenho razoável experiência em lidar com este tipo de alunos, mas nunca conseguiria – como entrevistador ou entrevistado – achar que meia hora ou uma hora chegam para determinar a competência de alguém para trabalhar com sucesso nestes ambientes. Por muitos cromos que a caderneta tenha.
Maio 13, 2009 at 1:09 pm
Não devo estar a perceber bem… querem colocar os melhores professores a dar aulas aos piores alunos?
Maio 13, 2009 at 1:13 pm
Os TEIP, um novo paradigma?
Nem passa por isso, trata-se duma aberração sobre a consciência colectiva. Tirando, obviamente, o “desporto”, a “política”, os “off-tudo” e as insónias do primeiro “fax”.
Maio 13, 2009 at 1:15 pm
Sobre as insónias…
http://porquemedizem.blogspot.com/2009/05/mas-que-crise-e-que-ele-resolveu.html#links
http://porquemedizem.blogspot.com/2009/05/como-o-ditador-perdeu-as-insonias.html#links
Maio 13, 2009 at 1:23 pm
Em tempo, a necessidade de especialização fazia lei no pensamento mainstream: há que procurar ser excelente no exercício de um tipo de actividade profissional. Generalistas, só para actividades com poucos requisitos técnicos. Armandina inaugura um novo paradigma de trabalho. Se o candidato admitido falhar mais tarde na sua actividade como psicólogo, de nada lhe pode valer a desculpa de falta de preparação académica especializada. Aceitou o cargo, foi avisado das condições. Venha o próximo generalista.
Maio 13, 2009 at 1:33 pm
Continuo sem perceber nada… Infelizmente não posso ficar, vou para a minha TEIP…
Maio 13, 2009 at 1:37 pm
Então e o GOE? Anda a coçar a barriga ? Não pode ser caneco.
Há que rentabilizar os recursos.
Maio 13, 2009 at 1:53 pm
Em teoria, concordo que para ensinar alunos bons e motivados qualquer professor serve e que as turmas problemáticas deveriam ser entregues àqueles que são considerados melhores professores…
Agora, fazer-se um casting deste género e declarar que “a personalidade teve mais peso que…”, só para justificar o factor C, a arbitrariedade ou a posse do cartão de militante, parece-me demasiado teatral.
Defendo que, em caso de insucesso, se responsabilize com consequências, as pessoas responsáveis pela elaboração dos critérios (obviamente inconsistentes e quase anedóticos) e, sobretudo, os jurados.
Maio 13, 2009 at 2:03 pm
Os “Drs. Houses” deste País nunca teriam oportunidade de chegar a uma entrevista.
Maio 13, 2009 at 2:10 pm
Nem eu, tal como não cheguei.
No entanto, ser “House” é algo não inclusivo.
E é fácil de perceber porquê.
Mais difícil é alterar como; e poucos questionarão os idiotas, a prática não é uma teoria.
Maio 13, 2009 at 2:53 pm
E é suposto, nas entrelinhas, abdicar do direito a um número determinado de horas de trabalho, não é?
Estamos a fazer o percurso inverso, como diz o António Ferrão em #4. Mas nada é por acaso. Quanto mais generalista e menos especializado, mais descartável, substituível.
Sei de um médico ortopedista (portanto especialista ) que esteve 2 anos nos USA a fazer uma especialização DA MÃO DIREITA! Aí está toda a diferença.
Quanto a nós, qualquer um passará a ser pau para qualquer colher!
Maio 13, 2009 at 3:06 pm
Esta gente ensadeceu.São os professores que correm o risco de ficar longe de casa que estão a concorrer aos TEIP.
Os melhores???Super professores???Os mais qualificados???Estamos no reino do vale tudo para agradar.
Maio 13, 2009 at 3:07 pm
Esta Margarida Góis que aqui fala, não tem nada a ver com a que eu conheço pessoalmente e há muitos anos.
Se é a mesma deve ter ido à bruxa……………
Trabalhei 17 anos em escolas TEIP e nunca necessitei de ser formadora, ter doutoramento, ser gestora e administradora, ter participado em colóquios, seminários e conferências no estrangeiro,(…).
Estes devem ser mesmo uns “SUPERMEGA” professores. Um dia irei conhecê-los. A minha curiosidade, neste campo, não tem limites e como até tenho tempo………………………
Maio 13, 2009 at 3:09 pm
Acrescento que, nunca tive problemas nem com os alunos nem com os seus familiares.
Maio 13, 2009 at 3:20 pm
Ao menos o currículo dos candidatos é tornado público? É que isto parece mais uma maneira de impedir que muitos se candidatem e fiquem os lugares entregues, à priori, a quem lhes interessa.
A seguir cria-se um mundo à parte, com regras próprias, onde não entra ME, inspecção ou o que quer que se aplique às escolas “normais”.
Não sei, parece que tanta exigência para trabalhar em contextos destes (de onde a maioria foge assim que pode)traz água no bico.
Que professores, assim com tantos predicados, se sujeitarão às escolas TEIP como nós as conhecemos? Missionários da caridade? Ex-militares?
Aqui há gato.
Maio 13, 2009 at 3:40 pm
Muito Grave!!
Então, nesta notícia diz-se que para a “última etapa da selecção – a entrevista (…) Foi o momento determinante para convencer o júri”, defende Margarida Góis, presidente do conselho executivo do Agrupamento da Trafaria, em Almada. (…) personalidade teve mais peso do que a habilitação profissional pois, à partida, todos os que percorreram o caminho até à entrevista são professores muito experientes.”????
Então, eles já fizeram a entrevista a apenas alguns finalistas mesmo antes da publicitação das listas definitivas de ordenação??!!??
E para que serve esta orientação da DGRHE (calendário)??http://www.agr1beja.pt/site2/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=119&Itemid=70
A saber –
Dia 15 de Maio:
Intervenientes: DGRHE / Escolas
Procedimento: Publicitação Listas definitivas de Admissão e Exclusão
Em data a definir oportunamente, até dia 27 de Maio:
Intervenientes: Escolas
Procedimento: Análise das respostas dos candidatos aos critérios gerais e específicos definidos pelos
Agrupamentos / Escolas não Agrupadas (serão brevemente disponibilizadas mais informações sobre a aplicação a
utilizar)
Nesta fase, deverão ser analisados todos os critérios gerais, ou seja, nos casos em que tal esteja previsto,
este período inclui a realização da entrevista.”
Está tudo dito.
Estão com pressa de colocar os super-professores, passando por cima dos prazos!
Que vergonha!!
Maio 13, 2009 at 3:48 pm
Pois…
O problema é o compadrio e a falta de transparência…
Mas nem comento porque já tenho receio de me tornar repetitivo.
Maio 13, 2009 at 3:57 pm
#16
Pedro, está tudo muito bem estudado. Desta forma podem pôr de fora quem não é da mesma cor e abrir as portas……….ao que se sabe!!!!!!!
Maio 13, 2009 at 3:58 pm
É por estas e por outras que estamos onde estamos… no pântano!
Quem são estas sujeitas para vir exigir aquilo que é impossível! Leia-se que elas não querem professores mas sim actores, aqueles que fingem ser professores, psicólogos, assistentes sociais, animadores, amas…. Nenhum professor deve ter a ousadia de querer ser aquilo que o seu conhecimento profissional não lhe permite.
A quem serve as teip?
Porque é que estas sujeitas não se reformam?
Maio 13, 2009 at 4:00 pm
Durante muitos anos, dezenas de colegas foram ficando na EB 2,3 de Vialonga porque os colegas do quadro não quiseram lá ficar, pedindo destacamento após destacamento ( a fama da escola era terrível). Quem se sujeitou a ficar trabalhou no duro com alunos difíceis, tentou as mais variadas estratégias e não desistiu. Parece-me que têm o direito de fazer valer a experiência acumulada, os projectos desenvolvidos e todo o esforço que dedicam à Escola. Agora já querem todos vir para Vialonga ?
Maio 13, 2009 at 4:02 pm
#14
Pipa, creio que o currículo não vai ser tornado público, pois, se fosse, não conseguiriam atingir os seus objectivos.
Maio 13, 2009 at 4:26 pm
#19
Cali, nada contra. Mas podiam ser transparentes e alegar esse facto em vez de estarem com atitudes pândegas como esta, não lhe parece?
É que ninguém acredita e, quem acaba por ficar mal visto, são os tais professsores que se dedicaram à escola. Para quê estas manobras de diversão, se afinal a prata da casa é boa e não precisam de mais ninguém?
Tb já estive na Vialonga (Cabo)há muitos anos e não quis voltar. Não tenho feitio para isso. Potanto, estranho tantos requintes para fingir que se está a seleccionar o que já está sseleccionado.
Maio 13, 2009 at 4:28 pm
Estes professores vão trabalhar num stresse sistémico. É aproveitá-los bem enquanto estão bons da cabeça. Enquanto duram.
As entrevistas contam, mas, cá por mim, o que interessa mesmo é o contrato que lhes pomos à frente para assinar. Por exemplo, seguir os passos dos ingleses, onde o respectivo Secretário da Educação exprime, sem tibiezas, que a escola deve assumir mais responsabilidades pelo comportamento dos alunos no seu percurso entre a escola e casa. (Ver The Independent, 16/4/2009)
Assim, a estes turbo-professores deve caber contratualmente conduzi-los a casa, trazê-los de casa, dar-lhes comida à boca, tomar conta deles quando os pais vão de férias, levá-los ao médico, etc, numa espécie de novo regime educacional em que os professores se substituem, com vantagem, e em definitivo, às respectivas famílias.
Quanto às entrevistas, sugiro, inspirado por essa antiquíssima aliança luso-britânica, que os candidatos aos TEIP prestem provas de utilização em contexto pedagógico de concursos televisivos nacionais: o “Jogo Duplo”, o “Quem quer ser milionário?”, o “Um contra todos”, “O preço certo”, o “Sempre a somar” ou o “Duelo final”. Afinal, que vão eles fazer nas aulas?
Maio 13, 2009 at 4:31 pm
…mas que bem! Eu cá, sendo professora-rasa, no meu estágio de dois anos com prática lectiva e concomitante ( tou palavrosa!) formação teórica ( 3 horas a fazer provas escritas ora sobre psicologia do adolescente ( viradinha só para estes, poisatão), ora sociologia da educação, etc, etc)fiz (fizemos) imensos simulacros sobre experiências do chamado confronto disciplinar. Se apliquei? Sim e acho que com êxito, numa escola manhosa dos arrabaldes de Coimbra e que me deram estaleca para embates. (Até prova em contrário, ressalve-se)
Mas nestas coisas, como noutras ao longo da nossa vida, vai-se aprendendo e “fazer-se um professor” leva anos. Mas tenho fé nos jovens professores já que, formatados pelas Ciências de Educação e por Bolonhas, irão corresponder ao perfil de animador social-manga-de alpaca-indiferenciado-e-quejandos que se desenha a partir do Olimpo onde tudo continua a ser o Verbo.
E aqui andamos nós em círculos, não em busca da Taça Perdida, mas de uma coisa simples que se chama avaliação. A nossa? Nops! A “deles”.Refiro-me à avaliação da aplicação das sempre retalhadas políticas educativas!
E depois surgem estes “puns” telúricos a abanar o sistema, só comparáveis ao prodígio da descoberta da roda.
Essa tal prova pública “teórica” deve corresponder à que faria um polícia a dissertar, a seco, como reagiria perante um gang e sob pressão. Invoco aqui a sabedoria quinhentista camoniana (enviesada, pronto!):
“Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.”
E, na nossa praça, há mais gente a julgar que a experimentar a indisciplina escolar.
Maio 13, 2009 at 4:33 pm
#19
Não quero ir para Vialonga!
Quero transparência nos processos de selecção de professores. Quero pessoas honestas na gestão das escolas. Penso que é o que todos desejamos…
Detesto que me “mandem areia pros olhos”.
Maio 13, 2009 at 4:55 pm
A escola só é Teip graças aá influência que a directora tem junto aos socialistas, de restonem se percebe a razão de o ser; alunos interessados, pais com habilitações superiorews, meio envolvente óptimo, áreas ajardinadas, parques, assistentes sociais como em nenhum outro lugar, enfim só com uma grande cunha este escola é TEIP.
Será por serem muitos alunos de cor negra e dar votos transformar isto em TEIP?
Maio 13, 2009 at 5:02 pm
Só uma pergunta… e os professores dos (ex?)quadros dessas escolas tb são super? Ou só os que foram gora contratados?
Eu por acaso sou do (ex)quadro de uma escola TEIP, nunca lá leccionei (por ter estado requisitada) mas é quase certo que no próximo ano bato lá com os costados.
É melhor apressar-me a fazer o UPGRADE…
Maio 13, 2009 at 5:05 pm
“Nota-se um certo prazer em exigir-se aos outros o que…”
Não entendo esta observação. Exige-se aos candidatos o que a experiência obtida naquela escola demonstrou funcionar.
“Já trabalhei em TEIP, tenho razoável experiência em lidar com este tipo de alunos, mas nunca conseguiria – como entrevistador ou entrevistado – achar que meia hora ou uma hora chegam para determinar a competência de alguém para trabalhar com sucesso nestes ambientes.”
É melhor este processo do que a lotaria dos concursos centralizados que colocariam naquela escola quem não tem o menor perfil para nela leccionar. Este processo de selecção tem perigos, que fique bem entendido, mas julgo que constitui um passo positivo na assunção de uma verdadeira autonomia por parte das escolas.
Maio 13, 2009 at 5:07 pm
Doutoramento ,para ensinar ?Para quê ?Formação para ajudar a lidar com este miúdos aínda aceito mas doutoramentos ???Para quê ?Competência já não chega ?
Maio 13, 2009 at 5:08 pm
Ainda este propósito recomendo a leitura do seguinte texto escrito há já algum tempo por Matias Alves no seu blogue Terrear:
“Quando se reforça o poder de decisão nos diferentes escalões organizacionais aumenta-se a possibilidade de adequação, de rapidez e até de justiça. Mas também do compadrio. Que terá de ser controlado através dos sistemas de controlo e responsabilização.
Como se sabe, o sistema de ingresso na função pública é de natureza burocrática: é preciso ter um diploma que ateste determinada qualificação. O diploma e a classificação são na maior parte dos casos os critérios de seriação e selecção. O sistema pode sempre afirmar que tratou do mesmo modo todos os cidadãos candidatos. Mas muitas vezes o diploma e a classificação não têm o mesmo valor, dados os diferentes sistemas produtores de qualificações com níveis de exigência diversos. E, neste cenário, tratar do mesmo modo o que é profundamente distinto na substância é praticar a discriminação sob a capa da igualdade formal.
Um professor (ou um candidato a professor) concorre ao concurso nacional de colocação de professores. Escolhe as escolas onde quer e aceita ser colocado para os grupos de docência em que possui qualificação legalmente reconhecida. É graduado segundo dois critérios puramente administrativos: a classificação profissional e o tempo de serviço. Pela lotaria do concurso é depois colocado numa escola que não conhece e que pode estar a 200, 300 ou 500 Km da sua residência.
A escola não tem qualquer palavra a dizer. Tem um projecto educativo que pode ser completamente ignorado pelo docente colocado. Pode até ter uma relação pedagógica impossível. No limite pode até problemas ou distúrbios psicológicos. Mas a escola tem de o aceitar e a pessoa tem de leccionar conforme requereu e o sistema sancionou.
A lógica igualitária manda assim proceder. Todos os cidadãos nas mesmas circunstâncias devem ter os mesmos direitos. Mas os absurdos começam logo no início. Não é verdade que as classificações profissionais produzidas nas mais diferentes e díspares instituições sejam equivalentes. Uma classificação de 14 na instituição A não tem o mesmo valor que na instituição B. À partida os candidatos não estão numa situação de igualdade real, mas apenas formal. Mas o sistema trata-os como se fossem. Mas o mais absurdo de tudo é a existência de um sistema que coloca pessoas que vão cuidar de crianças e adolescentes sem garantir o equilíbrio mental, a capacidade relacional e formativa. É a lógica da máquina e a presunção de competência que deixa em último lugar a justeza, adequação, e os direitos educativos dos alunos.
As palavras do Sociólogo Pierre Bourdieu, escritas em 1986, são ainda hoje particularmente actuais e relevantes: ensinar não é uma actividade como as outras. Poucas profissões serão causa de riscos tão graves como os que os maus professores fazem correr aos alunos que lhe são confiados. Poucas profissões supõem tantas virtudes, generosidade, dedicação e, acima de tudo, talvez entusiasmo e desinteresse. Só uma política inspirada pela preocupação de atrair e de promover os melhores, esses homens e mulheres de qualidade que todos os sistemas de educação sempre celebraram, poderá fazer do ofício de educar a juventude o que ele deveria ser: o primeiro de todos os ofícios.
Seria bom que os nossos governantes o soubessem e praticassem. E que abandonassem as cegas políticas igualitaristas que, muitas vezes, são profundamente injustas.”
Maio 13, 2009 at 5:14 pm
Podem ser supertudo… até “superpop, superstar`s, supersónicos, superbock, supermercados…”
MAS NÃO SERÃO superprofessores! Com tantos colóquios, mestrados, formações, especializações, etc e coiso e tal NÃO tiveram, com toda a certeza, tempo para ser PROFESSORES!
(agora muito baixinho para que ninguém nos ouça: só se a coberto das brilhantes lideranças que abundam por este país, fizeram essas coisas todas sem direito a faltinhas(ups), com serviços oficiais, com atestados sem verificações, troquinhas substituidas com filmitos,passeiozinhos (de integração-claro)que contam por muitas aulitas… )
Maio 13, 2009 at 5:23 pm
#69 JF, Fugiu-lhe a boca para a verdade?
🙄
“(agora muito baixinho para que ninguém nos ouça: só se a coberto das brilhantes lideranças que abundam por este país, fizeram essas coisas todas sem direito a faltinhas(ups), com serviços oficiais, com atestados sem verificações, troquinhas substituidas com filmitos,passeiozinhos (de integração-claro)que contam por muitas aulitas… )”
Maio 13, 2009 at 5:25 pm
# 30,
JF tanta sinceridade não é preciso! 🙄
“(agora muito baixinho para que ninguém nos ouça: só se a coberto das brilhantes lideranças que abundam por este país, fizeram essas coisas todas sem direito a faltinhas(ups), com serviços oficiais, com atestados sem verificações, troquinhas substituidas com filmitos,passeiozinhos (de integração-claro)que contam por muitas aulitas… )”
A verdade nua e crua por vezes é dolorosa!
Maio 13, 2009 at 5:27 pm
#69 ups! Sorry!
Maio 13, 2009 at 5:29 pm
Há muita coisa na educação que passa como real mas que no fundo é virtual!
Por vezes o que passa despercebido é no fundo o sumo no meio de tanta parra…
E o sumo é ENSINAR! Repito ENSINAR!
Maio 13, 2009 at 5:31 pm
Podem ser os profs super tal e coisa e bem, mas… desculpem lá o meu politicamente incorrecto… quem não se dá ao respeito merece as sovas TODAS que levar.
Como assim??????? Uma pessoa faz a CARIDADE CRISTÃ de ir dar aulas a um bando de bichos (que me perdoe a mãe natureza) que não trabalham nem deixam trabalhar; que não fazem nenhum; que, à noite, andam em gangs a assaltar pessoas; que, de dia, batem nos professores, funcionários e alunos; que não estão nem aí, como dizem os brasileiros; que (no caso das mulheres, é claro) engravidam como os coelhos; que mal sabem escrever o seu nome; que, dia sim dia não, andam em comas alcoólicos…
E depois, no fim, quem tem que ser submetido a mil e um testes humilhantes e embaraçosos é o professor!!
Até parece que nós estamos a fazer um favor por estramos ali!!!!
Até parece que estamos a concorrer para a Nasa ou o MIT!!!
Não eram necessários testes nenhuns. Os idiotas que tenham concorrido para ali, só podem ter três coisas:
1- Uma forte dose de masoquismo;
2-Gravíssimas dificuldades económicas;
3- Vocação missionária louvável.
Se pertence ao primeiro grupo, venha ela, a porrada; se pertence ao segundo, é aguentar e calar; se pertence ao terceiro, bem-vindo e volte sempre.
Testes e mais testes PARA QUÊ?????
Por mim, nem contem comigo! Se alguma vez na vida for para a rua, prefiro lavar escadas a acabar nessas escolas. Admito com muita sinceridade que não tenho vocação para Madre Teresa de Calcutá.
Gosto de ver essas escolas como as estrelas: DE LONGE, DE LONGE!
Maio 13, 2009 at 5:32 pm
Já agora, só deviam aceitar titulares.
E do antigo 10º escalão – têm mais experiência!
Maio 13, 2009 at 5:36 pm
36. Boa!
Maio 13, 2009 at 5:37 pm
Resume-se a isto: cunhas, lambe botas e o cartão do partido certo…
Maio 13, 2009 at 5:44 pm
Estou a dar aulas numa escola que, com todos os defeitos, os miúdos fazem coisas muito giras, e ainda existe um certo respeito entre professores e alunos.
Acham MESMO que eu vou descer de cavalo para burro???? Quais são os professores GENUINAMENTE BONS que estão dispostos a aturar estes fedelhos, mais os pais/tios/sobrinhos/avós/cão/gato/periquito, que entram pelos portões adentro do “estabelecimento escolar” para espancarem o professor que não deu a nota certa ao catraio mal-educado????
Maio 13, 2009 at 5:50 pm
Quais entrevistas quais quê????
Aceitem as migalhas que lhes aparecem à frente! Não se façam de difíceis, porque as vagas são aos pontapés!
E se fossem…
Bom…
É melhor ficar-me por aqui.
Maio 13, 2009 at 5:50 pm
…”participar em colóquios, seminários e conferências em Portugal ou no estrangeiro para as probabilidades aumentarem”…se eu for comprar caramelos a Badajoz e de caminho visitar a sala de conferências…já fico com alguma habilitação…
Então é preciso ser isto tudo (e muito mais pelos vistos)tal e coiso…para chegar à presença destes alunos?… e já agora o júri também tem estas qualificações?…e se alguma coisa falhar no final do ano…quem é responsabilizado…os superprofessores…ou os digníssimo júri…
E já agora para os outros alunos (indigo incluídos) qualquer professor serve…espero que sim…senão os doutoramentos …as conferências no verão vão aumentar…as companhias de aviação vão aumentar o tráfego para o pessoal ir para o estrangeiro..às conferências…(e de caminho comprar chocolates e caramelos…para oferecer aos meninos para se portarem bem…)
enfim estamos a ficar loucos…
Maio 13, 2009 at 6:00 pm
Numa Escola TEIP uma professora minha conhecida foi hostilizada pela gestão por ser tradicional, ríspida para com os alunos, intolerância excessiva, etc, etc.
O que é certo é que os alunos desta colega no final do ano lectivo nas provas de aferição obtiveram excelentes resultados (com agradecimento dos pais).
Os colegas “modernaços”, ou obrigados a serem “modernaços”, que utilizaram todas as “piruetas” do eduquês, nas disciplinas, onde os alunos realizaram as provas de aferição, obtiveram péssimos resultados.
Isto é um facto!
Por essas e o por outras digo nas nossas escolas existe por vezes muito espalhafato e pouco ensino.
Maio 13, 2009 at 6:02 pm
# 42 corrigir para: …digo que nas nossas escolas…
Maio 13, 2009 at 6:14 pm
HAJA PACHORRA PARA ESTA POLÍTICA!
Isto não passa de política, política e mais política. O resto é pusia!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Maio 13, 2009 at 6:20 pm
Dar aulas numa escola TEIP “não é uma ambição ao alcance de todos”, lololll
🙂 🙂 🙂
A maior ambição dos GRANDES PROFESSORES é ensinar aulas com cocktails de ciganitos e outros, tdos filhos de famílias violentas. 🙂 🙂
Que grande treta!
Os profs concorrem para estas escolas como para outras por outras razões: ficar mais perto de casa. Ou então, no caso dos contratados, para ter emprego.
A maior ambição de qq professor é ter um ano lectivo tranquilo. ( ATenção, eu estou em escola TEIP há quase 10 anos).
Sempre que leio aquele nome, lembro-me do “tailleur armandini” da Maria Prado. 🙂
Maio 13, 2009 at 6:22 pm
Só a mim é que me está a cheirar a esturro… eu, quando lago mete entrevistas, desconfio logo…mas deve ser só mania…
Maio 13, 2009 at 6:22 pm
Pedro Castro:
ENSINAR???? O que é isso??? Que saudades!!! Tal palavra já deveria ter caído no esquecimento!!! Foi descobrir um fóssil… há muito tempo que foi banida dos documentos oficiais (quantas vezes a contabiliza, por exemplo, no estatuto dos professores??
De TEIP em TEIP, de contrato a contrato, de clientelismos a clientelismo, de poupança a poupança, de projectos em projectos (que não envolvam ensinar, claro)… vão-se banindo e excluindo do sistema os indesejáveis dinossauros (que ainda que pensam que a escola é para ensinar…)… ficam os teatros, as flores, as encenações, as inclusividades, as educações sexuais e os preservativos, a prevenção rodoviária, as capoiras e cantares locais, as culturalidades- variantes inter/ intra /intre e trans…
Eu tinha falado baixinho…mas posso berrá-las… afinal coadunam-se tão bem com este país (afinal, neste pais a mentalidade continua a mesma: tanso é quem não aproveita, exibicionista é quem trabalha, pobre é o honesto, coitado é o que teve azar em ser apanhado…)
Hoje e cada vez mais: com duas pálas nos olhos, neurónios em prisão perpétua, subserviência ilimitada e língua esfregona tem-se carreira garantida!
35
Se não existissem estas superescolas, a actividade exterior seria em regime intensivo e não lhe seriam reconhecidas as competências(sempre se adia por um tempinho – vai passar a ser um tempão – a integração no mercado de trabalho a tempo inteiro…)
Maio 13, 2009 at 6:24 pm
27#kafkzul…
“É melhor este processo do que a lotaria dos concursos centralizados que colocariam naquela escola quem não tem o menor perfil para nela leccionar.”
A ver vamos se o processo vai ser assim tão bom… E quanto ao perfil… Pois!!!
Digo-lhe, com conhecimento de causa, que a probabilidade de virem a ser ocupadas vagas por candidatos com 0 (ZERO) pontos é enorme!!!
E sim, leram bem, são mesmo ZERO pontos… Estes concursos estão a ser uma barracada pegada. E ainda nem começaram as famosas intervistas, porque aí então vai ser de ir às lágrimas!
E atenção que eu estou a concurso… Curiosamente, com classificações de 10 a 70 pontos… O que eu me tenho rido com tudo isto!!!
Maio 13, 2009 at 6:31 pm
Continuo sem perceber nada…
Maio 13, 2009 at 6:33 pm
Outro assunto:
Hoje vi o 1º cartaz do CDS da campanha eleitoral. Dizia assim:
“NÃO ANDAMOS A BRINCAR ÀS AVALIAÇÕES. Queremos soluções sérias para a educação.”
E pensei: devia haver eleições todos os anos. Talvez se interessassem mais por nós. Sempre somos alguns milhares de votos…
Agora a sério, gostei de ler aquilo em letras garrafais. Espero ver os dos outros partidos. 🙂
Maio 13, 2009 at 6:43 pm
Pausa Kit-Kat:
http://bibliotecaportaberta.blogspot.com/2009/05/bau-da-avozinha.html
Maio 13, 2009 at 6:45 pm
Eu estou no concurso só para chatear… e para ver como é o processo… agora vale tudo!!!
Maio 13, 2009 at 6:54 pm
Que palhaçada!Concorre para os TEIP quem está em vias de ficar longe de casa.Será que os “júris” reúnem todas as competências proclamadas e exigidas???Adoraria ver o currículo dos “directores rigorosos”…
Nunca pensei que,alguns/muitos professores/directores perdessem a vergonha,o pudor, respeito pelos colegas e por si…
A vaidade e a arrogância é próprio dos incompetentes e oportunistas.
Maio 13, 2009 at 7:06 pm
Tenho apenas a acrescentar que quando aterrei em Vialonga, como QE não pedi destacamento e decidi enfrentar o desafio. É tão fácil dar aulas a cordeirinhos ! Mas desafio, desafio é conseguir motivar quem à partida não está para isso. Como professor, è muito estimulante todos os dias conseguir despertar cabeças que nunca tiveram os estímulos que os meus próprios filhos tiveram. Temos muitos professores em Vialonga que fazem mais de 50 Km por dia para chegar à EScola e depois de 10 ou mais anos, continuam a vencer o obstáculo das populações desfavorecidas culturalmente e economicamente. Não me parece que todos tenham este tipo de perfil.
Maio 13, 2009 at 7:07 pm
Reb:
Mais que eleições todos os anos… deveriamos ficar em crise para a eternidade:
Em crise ele é dinheiro que não acaba: linhas de crédito para isto, para aquilo, para aqueloutro… é a linha 1 que se esgota, cria-se a linha 2 que já passou à história… todos os dias se apresenta uma nova para os mais variados sectores e subsectores; os estágios pin, pon e pum; os empréstimos com juros muito mais baixos; os financiamentos de empresas/banca em colapso; …, os investimentos públicos: grandes e pequenos… a preocupação com as escolas (educação), os hospitais(saúde), as esquadras e os tribunais (segurança e justiça… Que seria da educação sem a crise da construção civil, a crise das empresas de uns amigos, a crise do desemprego… a melhoria do parque escolar já é qualquer coisa … e a crise que conduz aos grandes investimentos… TGV, 3ª ponte sobre o Tejo em Lisboa, novos aeroportos; infra-estruturas portuárias; … é um manancial…
Só me fica uma dúvida:Se em crise (que para este governo começou em Janeiro) há dinheiro para tudo isto, por onde anda a riqueza dos Portugueses dos tempos de “não-crise”???
Maio 13, 2009 at 7:09 pm
Já pararam para pensar que quem está numa Escola TEIP pode estar por gosto e vocação ?
Eu sei, há gostos para tudo, mas como já disse, qual a piada de dar aulas a carneirinhos ?
Maio 13, 2009 at 7:14 pm
Alguém me sabe dizer se é preciso tirar um curso de KARATÉ, para ser professor dos tais?
Maio 13, 2009 at 7:16 pm
E se pagam mais?
É que um superprofessor deve ter um supervencimento. Ou não?
Qual é ISCO?
Maio 13, 2009 at 7:17 pm
# 56
Claro, claro! O sonho de todo o bom professor é leccionar num(a) TEIP, por isso eu digo já que não é meu, logo sou mau.
Conheço, porém, uma colega que está numa escola do género e que tem um (des)gosto que não mais acaba. Além disso, os ansiolíticos não estão baratos e ela cada vez consome mais. Luxos!
Maio 13, 2009 at 7:17 pm
Ou será que os candidatos são professores e ainda por cima BURROS?
Maio 13, 2009 at 7:20 pm
É que eu sou Presidente da junta porque meto uns dinheiros no offshore da minha mãe, caso contrário nao pagava a pena…
Maio 13, 2009 at 7:22 pm
Proponho a Margarida Goes, PCE do Agrupamento de Escolas da Trafaria para Ministra da Educação caso o partido “xuxalista” seja o mais votado nas próximas eleições. Por comparação à Milú, a Guida não é menos mentirosa nem menos incompetente, tratando-se portanto, de uma boa candidata a superministra.
Abstenho-me de falar do Jardim de Infância e das três escolas do primeiro ciclo que compõem o agrupamento, mas a escola sede (EB 2,3 da Trafaria) é, desde há vários anos, a escola mais indesejada do concelho de Almada, superando nesse aspecto a EB 2,3 do Monte da Caparica (Bairro Amarelo). Quando concorriam à afectação, a generalidade dos QZP’s colocavam esta escola nas últimas preferências. Além de a escola estar inserida num bairro pobre, com alunos sem motivação nem interesse pela escola, e alguns sem as mais elementares regras de educação, a “política do coitadinho” tão do agrado do órgão de gestão fomentou o laxismo e a rebeldia dos alunos. Ao que parece, muito pouco mudou com esta classificação de TEIP. Dos nove grupos de recrutamento com vagas a concurso, três ficaram desertos (230-Matemática e Ciências da Natureza; 320-Frânces; 550-Informática) e um (220-Português e Inglês) teve um único candidato.
Dar aulas numa TEIP “não é uma ambição ao alcance de todos”. Pois não Armandina, é preciso deixar de tomar as gotas muito tempo antes.
“Capacidade de comunicar ou de relacionar-se com os alunos e colegas são alguns dos principais aspectos que avaliámos durante a entrevista.” Como é possível que consigas avaliar nos outros, competências que os teus pares não te reconhecem, Guida?
A conversa da treta segue dentro de momentos, numa TEIP perto de si…
Maio 13, 2009 at 7:22 pm
Continuo sem perceber…
Maio 13, 2009 at 7:23 pm
Já imaginaram os médicos candidatarem-se sem contrapartidas a dar assistência exclusiva a doentes fora de lei?
Maio 13, 2009 at 7:27 pm
Gostava de ver essas tipas e tipos a dar aulas a algumas turmas que conheço e não estou numa TEIP… Aliás não sei o que é isso, mas, ainda na semana passada, o funcionário que estava à porta da minha escola, foi para o hospital, onde ficou internado, para lhe reconstruirem o nariz, tantos foram os socos que levou…
Um acontecimento isolado, claro, sobretudo porque ninguém chamou as Tvs…
Maio 13, 2009 at 7:31 pm
Total incompetência!!!
Uma aberração!
Para ONDE caminhamos!?
Maio 13, 2009 at 7:31 pm
Eu até acho que a medida nem seria má de todo.
Até penso que devia ser extensível a todas as escolas.
Todos sabemos que, hoje em dia, não há uma escola onde não haja alunos difíceis.
E, claro, se houvesse voluntários p+ara ensinar esses alunos, tudo bem.( O MASOQUISMO existe, mesmo sendo difícil de entender por um espírito dito normal).
E caso não houvesse MASOQUISTAS suficientes, então entravam os incentivos. E olhem que eu não me importava que um colega meu ganhasse mais umas lecas por se entregar dessas turmas difíceis! Podem ter a certeza que não!
Maio 13, 2009 at 7:34 pm
Agora eu? Nem com mais 30 contos por mês me sugeitaria a entrar são no princípio, e sair doido no fim do ano.
Maio 13, 2009 at 7:38 pm
30? qual quê, 50!!!
Maio 13, 2009 at 7:41 pm
65
Nesse caso não foi um acontecimento “isolado”, foi um “não-acontecimento”!!!
Maio 13, 2009 at 7:41 pm
Eu como presidente da Junta ganho 50 contos do governo mais uns subsídios de ajudas que não custam nada fazer aos amigos.
Maio 13, 2009 at 7:43 pm
Mas desses subsídios só recebo uma média de 500 contos por mês, que deposito na Suíça em nome de um sobrinho que trabalha na agricultura.
Maio 13, 2009 at 7:45 pm
#56
Sim, Cali, já parei para pensar nisso.
Pensei nos chicotes, na bota de tacão grosso, na máscara de latex, nas escolas TEIP…
Naaaaaaaaa….
Não é, DE FACTO, o meu estilo.
Mas enfim, vivemos numa democracia, e há gostos para tudo…
Nem todos gostam muito do “estilo vampiro” (isto é, dois murros em cada olho). Não há maybelline que disfarce…
Maio 13, 2009 at 7:50 pm
E eu, loura burrinha, sou muuuuuuuuuuiiiito vaidosa…
Que seria das minhas unhas pintadas, numa escola daquelas?
E o meu popó reluzente?
E os meus saltos altinhos? Como iria fugir de uma perseguição com eles?
E o meu colar de ouro, que trago sempre?
E os meus dentinhos tão branquinhos, que me custaram os olhos da cara no dentista?
E as minhas roupas pull n bear? Quem mas pagaria, se me empurrassem de uma escada abaixo e fizesse um buraco nas calças ou uma malha na camisola?
E o meu relógio suiço de família, quem mo devolveria?
E o meu telemóvel?
Eo meu cartão de crédito?
E os pneus do meu carro?
Não. De facto, outros valores se alevantam…
Maio 13, 2009 at 7:54 pm
Suponho que o perfil do superprofessor deve ser assim a modos que o Lawrence da Arabia, com camelo e vestimenta.
Maio 13, 2009 at 7:58 pm
Ou talvez o estilo é mais Lucky Luke. Mas desta vez com o revólver carregado…
Maio 13, 2009 at 8:01 pm
Assunto fora de post (ou não)!
Tive conhecimento de colegas que estão a instruir processos disciplinares (um aum funcionário da Secretaria, outro a um colega), com reuniões na Judiciária e tudo, num processo intricadíssimo e em acumulação com as funções docentes. Segundo me disseram, foi de aceitação obrigatória! Isto é possível?? Isto é claramente fora das nossas funções,nem um super professor! É exercer uma função diferente da nossa! Fiquei chocada…
Maio 13, 2009 at 8:09 pm
Desculpem a intromissão, mas acho que combina bem: http://agrj.wordpress.com/2009/05/12/ainda-vai/
[]s
Dinho
Maio 13, 2009 at 8:22 pm
#77
“Isto é claramente fora das nossas funções”
Deixou de o ser quando em 2007 aceitámos “serenamente” o actual ECD (veja o artigo 115º)
Maio 13, 2009 at 8:29 pm
Analisando as listas de candidatura ao TEIP ao qual pertenço, deduzo rapidamente que os candidatos são colegas que residem nas redondezas e pretendem ficar colocados perto de casa. Alguns destes colegas desconhecem o que é um TEIP e qual é o Projecto Educativo do Agrupamento. Até há quem tenha concorrido “ao TAPE”…
Há TEIPs com características muito diferentes, uns bastante problemáticos, outros mais “tipo Bennetton”(são TEIP porque têm crianças de várias cores, mas não diferem muito de outras escolas que não são TEIP).
É possível ser-se professor num TEIP e sentir-se realizado profissionalmente. Depende do TEIP e d@ docente.
Concordo que não seja preciso tanto salamaleque para seleccionar docentes para este tipo de escolas. Professores adequados, sim, mas não super-professores.
Não é verdade que qualquer professor serve para leccionar a bons alunos, como foi dito acima. Os bons alunos questionam muitas vezes para além da matéria da aula e do próprio programa e são um desafio constante para qualquer professor.
Por último, não creio que se deva confundir “bons alunos” com “carneirinhos”.
Maio 13, 2009 at 9:07 pm
Conseguem explicar-me, já que sou muito loira, para que serve sermos: formadores, doutorados, ter participado em conferências,seminários, colóquios no estrangeiro(…)????????????
Tudo isto é uma fantochada muito bem encenada….
Maio 13, 2009 at 9:19 pm
Boa noite!
Colegas, não comecemos a hostilizar os professores que concorrrem para os TEIP (sejam qauis forem as razões). O mesmo aconteceu com quem passou a titular (fossem quais fossem as razões) e pareceu-me injusto.
p.s. não sou uma nem outra…
Maio 13, 2009 at 9:26 pm
Num comentário mais acima confunde-se “bons alunos” com “carneirinhos”. Não é aceitável que um professor faça uma confusão destas.
Algo não está a funcionar bem!
Maio 13, 2009 at 9:38 pm
#27,
Para as escolas TEIP sempre foi possível requisitar os professores desejados ou desejáveis.
Maio 13, 2009 at 9:39 pm
#77,
Está dentro das nossas funções.
Por acaso.
Maio 13, 2009 at 10:16 pm
A mafia das escolas, com as «costas quentes» nos gabinetes da 5 de Outubro (ou outros “gabinetes”), sempre conseguiu criar “situações de excepção”, o chamado «circo». As TEIP, como tantas outras tretas do género, foram sempre os feudos desta gente dos pequenos poderzitos caciqueiros. Interesseiros.
Esta é a realidade que sempre testemunhei.
As “Armandinas” são sempre do pior que encontrei nas escolas.
Maio 13, 2009 at 10:17 pm
correcção
As “armandinas” foram sempre do pior que encontrei nas escolas.
Maio 13, 2009 at 10:20 pm
Os alunos não são rebeldes.
São índigo.
E os júris devem ter feito a acção acreditada pelo ME.
Se calhar, como me dizia alguém lá do alto, esta acção fez todo o sentido para se perceber e saber lidar com casos de indisciplina e outros………
Maio 13, 2009 at 10:59 pm
Conheci uma escola TEIP (recém-construída)que tinha alunos de etnia cigana e simultaneamente os filhos da “fina-flor” da zona. Era TEIP porquê?
Maio 13, 2009 at 11:14 pm
Concordo com as reticências colocadas pelos comentadores acima.
Que façam selecção de professores com “perfil” mais adequado, tudo bem. Agora este auto-elogio ao processo… vou ali e já volto!
Muito provavelmente, tanto elogio aos “superprofessores” seleccionados, deve ser um truque : para os calar futuramente , caso a “supercoisa” dos “supercompetentes” dêem para o torto nestas superteips!
Maio 13, 2009 at 11:16 pm
Desculpem: vírgula a mais depois de “seleccionados”. Isto da virgulite pega-se…
Maio 13, 2009 at 11:18 pm
Digo: “caso a supercoisa … DÊ para o torto”!
Já nem é virgulite. É cansaço mesmo.
Maio 13, 2009 at 11:21 pm
#88 Fernanda
Os alunos são índigo, os superprofessores têm de ser índigo ou “esmeralda”…
Por isso dizem que a fase da entrevista é fundamental: os dirigentes da escola TEIP têm de observar a AURA dos candidatos, olhando bem sob a luz certa…
😉
Maio 13, 2009 at 11:24 pm
A célebre acção de formação sobre as auras deve ter sido criada de urgência ANTES destes concursos, para serem frequentadas pelos PCEs destas escolas teip!
Agora entende-se tudo!
Maio 13, 2009 at 11:25 pm
Batatas! “para SER frequentadA pelos…”
🙄
Maio 13, 2009 at 11:29 pm
O Jonh Holmes era logo escolhido na 1ª TEIP a que concorresse…
Até amanhã e sonhem com a Cicciolina portuguesa…vocês sabem de quem é que eu estou a falar…
Maio 14, 2009 at 12:29 am
Destes concursos discordo de só poderem concorrer professores efectivos. Assim muitas vagas ficarão por preencher.
Maio 14, 2009 at 12:37 am
Gostaria de conhecer os critérios para que uma escola seja designada “TEIP”…é que tenho uma amiga que trabalha numa escola onde ela nunca teve problemas (isto é,tem os mesmos prolemas que eu ,na minha ).Quando vi que a Escola dela não estava na lista para concurso é que descobri que afinal é uma “TEIP” !Já lá trabalhei há muitos anos e era uma escola como as outras .A minha amiga explicou-me que apesar de não existirem casos de violência há muitos alunos que vêm de famílias complicadas !Eu tambem tenho turmas de profissinais cujos alunos são oriundos ,na maioria de bairros sociais e tenho muitos alunos com problemas .Aínda hoje vim de rastos das aulas !
Maio 14, 2009 at 12:43 am
#98, o meu agrupamento é TEIP há muitos anos ( já era TEIP I e passou a TEIP II), mas há um agrupamento ao lado, com exactamente o mesmo tipo de população, que não é.
Acho que depende de se terem candidatado ou não.
Maio 14, 2009 at 12:47 am
Lol.
Cheguei agora aqui e ia tendo um AVC!!!
Ó Paulo, isto é forte.
Maio 14, 2009 at 12:49 am
# 99 Não sei o que isso é dos TEIPs, mas se a tua é TEIP II a minha é TEIP III.
Tenho dito.
Maio 14, 2009 at 1:11 am
#84
Acho que a requisição de professores é um processo de colocação mais transparente do que o concurso. É não é ? Deviamos todos passar a defender a requisição (civil ?) e acabar com os concursos.
Junho 9, 2009 at 2:56 pm
Não entendo a revolta contra quem concorre para as TEIP. Não entendo a designação de super-professores. Não entendo também quem deixe transparecer o sentimento de que esses putos deviam ser todos fuzilados ou pagar imposto por consumo de oxigénio!
Nos últimos 4 anos dei aulas a turmas dos 7 piores bairros do distrito de Setúbal. Não tenho espírito missionário, não sou super em nada, e concorri para as TEIP; é preciso ser-se diferente, sim, mas diferente não é melhor. Há quem concorra para as TEIP pensando que o importante é ser firme, mostrar uma forte autoridade … não perceberam nada, claramente não têm perfil!! É isto que a entrevista deve determinar, perfil para trabalhar em ambientes que estão caracterizados, e que alguns odeiam. Mau seria serem obrigados a irem para lá.
Faz todo o sentido que se faça uma selecção entre os que, sabendo ao que vão, querem; não sou melhor que ninguém, nem vejo porque alguém se há-de sentir incomodado com as escolas TEIP e os alunos “maus”, esses que andam em gangs a roubar à noite. Ou sou eu (nós) a mudá-los ou a polícia a abatê-los, sai mais barata a primeira solução.
Março 23, 2012 at 9:17 am
Por favor ajuda me a encontrar meus familiares que a mae se chamava LURDES (falecida) Guinense, .e o pai Antonio Batista Norberto dos Santos (moçambicano) as crianças sao: Arménio da Costa Batista dos Santos, 14 anos de idade, Claudia Batista, 13 anos de idade, e Sara Batista, 11 anos de idade, preciso de ter um contacto ou email, facebook deles, agradeço bastante que me ajudem a localiza los por favor é muito urgente, os miudos tao entregues a Assistente Social em Alverca, os pais viviam em Via Longa em Portugal